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Lição 13, JESUS CRISTO, o Modelo Supremo de Caráter

Lição 13, JESUS CRISTO, o Modelo Supremo de Caráter
2º Trimestre de 2017 - Título: o Caráter do Cristão - Moldado Pela Palavra de DEUS e Provado Como Ouro
Comentarista: Pr. Elinaldo Renovato de Lima (Pr.Pres.ADPAR - Assembleia de DEUS em Parnamirim/RN)
Complementos, ilustrações e vídeos: Pr. Luiz Henrique de Almeida Silva - 99-99152-0454
Ajuda -
http://ebdnatv.blogspot.com.br/2017/06/escrita-licao-13-jesus-crist... ESCRITA
http://ebdnatv.blogspot.com.br/2017/06/figuras-licao-13-jesus-crist... FIGURAS
https://www.youtube.com/watch?v=dVSndAueYuo VÍDEOS - Completo – 70 minutos

TEXTO ÁUREO
"[...] E o seu nome será Maravilhoso Conselheiro, DEUS Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz." (Is 9.6).

VERDADE PRÁTICA
Como Homem, JESUS encarnou e demonstrou ter um caráter perfeito, suportando as fraquezas humanas, sem dar lugar ao pecado.

LEITURA DIÁRIA
Segunda - Jo 1.2 JESUS, o Verbo de DEUS
Terça - Gn 3.15 JESUS, a semente da mulher
Quarta - Jo 1.14 JESUS, o Unigênito do Pai
Quinta - At 10.38 JESUS, ungido por DEUS
Sexta - Jo 14.6 JESUS, o caminho, a verdade e a vida
Sábado - Mt 24.30 JESUS voltará "com poder e grande glória"

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Mateus 1.18, 21-23; 3.16,17
Mt 1.18 - Ora, o nascimento de JESUS CRISTO foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do ESPÍRITO SANTO.
21 - E ela dará à luz um filho, e lhe porás o nome de JESUS, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados. 22 - Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta, que diz: 23 - Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de EMANUEL. (EMANUEL traduzido é: DEUS conosco).
Mt 3.16 - E, sendo JESUS batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o ESPÍRITO de DEUS descendo como pomba e vindo sobre ele. 17 - E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.

OBJETIVO GERAL
Explicar que o crente só terá uma vida frutífera se estiver ligado à Videira Verdadeira.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Apresentar JESUS de Nazaré como Filho do Homem;
Apontar o ministério e caráter supremo de JESUS;
Explicar a respeito da morte, ressurreição e volta de CRISTO.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Prezado professor, vamos concluir o trimestre estudando a respeito do Homem mais importante de todos os tempos - JESUS. Sua vinda a este mundo se deu de forma sobrenatural e foi tão significativa e marcante que a História foi dividida em duas partes: antes de CRISTO e depois. Como Homem, JESUS teve um desenvolvimento e um caráter perfeito que refletia a sua natureza divina. Até os 30 anos, Ele viveu como todo judeu. Foi apresentado no Templo por seus pais, participou das festas judaicas, trabalhou como carpinteiro, pagou impostos e teve uma vida sociável, indo a jantares na casa dos amigos e a festas de casamento. Por isso, JESUS deve ser nosso modelo e referência como Homem e servo. Que possamos seguir sempre os seus passos, glorificando o seu nome.

PONTO CENTRAL - Como Homem, JESUS demonstrou ter um caráter perfeito

Resumo da Lição 13, JESUS CRISTO, o Modelo Supremo de Caráter
I - JESUS DE NAZARÉ, O FILHO DO HOMEM
1. Sua origem humana.
2. Sua entrada no mundo.
3. Seu desenvolvimento humano e espiritual.
II - SEU MINISTÉRIO E CARÁTER SUPREMO
1. O caráter exemplar de JESUS.
2. Na prática,
3. Seu caráter é referência para a Igreja.
III - A MORTE, RESSURREIÇÃO E VOLTA DE CRISTO
1. A morte de CRISTO, exemplo supremo de amor.
2. A ressurreição de JESUS e a sua vinda em glória.

SÍNTESE DO TÓPICO I - JESUS de Nazaré foi e é o Filho do Homem
SÍNTESE DO TÓPICO II - Como Filho do Homem, JESUS teve um ministério e caráter supremo.
SÍNTESE DO TÓPICO III - JESUS veio ao mundo, morreu, ressuscitou e voltará novamente para buscar aqueles que são seus

"JESUS é o maior e mais excelente personagem da História."

PARA REFLETIR - A respeito de JESUS CRISTO, o modelo supremo de caráter, responda:
Para que JESUS se fez homem? Para remir o homem perdido.
Que fez JESUS dos doze aos trinta anos? Provavelmente, Ele exerceu o ofício de carpinteiro, aguardando o momento de iniciar seu ministério.
Que revelam as ações de JESUS em seu ministério? O lado divino e o lado humano de sua personalidade singular.
Cite algumas características do caráter de JESUS como homem perfeito. Humilde, manso, misericordioso, pacificador.
Como JESUS demonstrou seu amor pelos homens? Ele demonstrou seu amor na prática.

CONSULTE - Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 70, p42.

SUGESTÃO DE LEITURA - JESUS: Morto ou Vivo? - Ressurreição - A Supremacia de CRISTO em um Mundo Pós-Moderno

COMENTÁRIO RÁPIDO DO DO Pr. Henrique
Lição 13, JESUS CRISTO, o Modelo Supremo de Caráter
INTRODUÇÃO
Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Mateus 11:29
Nesta Lição estaremos aprendendo de JESUS que é a perfeição.
Tudo o que precisamos ser é como JESUS. O conhecimento de JESUS nos fará perfeitos.
Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus. Hebreus 12:2
Para ter o ESPÍRITO SANTO é através DELE. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; João 14:16
Para se chegar ao PAI é através DELE. Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. João 14:6
Para ver o Pai tem que ver JESUS - Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai? João 14:9
Para ser salvo é através DELE. Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. 1 Timóteo 2.5
A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Romanos 10:9

Reflexão – Em que sou parecido com JESUS?

O APÓSTOLO PAULO SE PARECIA COM CRISTO EM QUE?
Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim. Gálatas 2:20.

São ministros de Cristo? (falo como fora de mim) eu ainda mais: em trabalhos, muito mais; em açoites, mais do que eles; em prisões, muito mais; em perigo de morte, muitas vezes. Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos um. Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo; Em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos; Em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejum muitas vezes, em frio e nudez.
Além das coisas exteriores, me oprime cada dia o cuidado de todas as igrejas. Quem enfraquece, que eu também não enfraqueça? Quem se escandaliza, que eu me não abrase? Se convém gloriar-me, gloriar-me-ei no que diz respeito à minha fraqueza. O Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que é eternamente bendito, sabe que não minto. Em Damasco, o que governava sob o rei Aretas pôs guardas às portas da cidade dos damascenos, para me prenderem. E fui descido num cesto por uma janela da muralha; e assim escapei das suas mãos. 2 Coríntios 11:23-33

EM QUE NÓS MINISTROS DE CRISTO NOS PARECEMOS COM CRISTO?
EM MANSÕES? EM FAZENDAS? EM LUGAR DE DESTAQUE NA MÍDIA? EM CONTAS NA SUIÇA E PARAISOS FISCAIS? EM CARGOS PÚBLICOS? EM FESTAS E BANQUETES MOVIDOS A CHURRASCOS E COCA COLA?

Não dando nós escândalo em coisa alguma, para que o nosso ministério não seja censurado; Antes, como ministros de Deus, tornando-nos recomendáveis em tudo; na muita paciência, nas aflições, nas necessidades, nas angústias, Nos açoites, nas prisões, nos tumultos, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns, Na pureza, na ciência, na longanimidade, na benignidade, no Espírito Santo, no amor não fingido, Na palavra da verdade, no poder de Deus, pelas armas da justiça, à direita e à esquerda, Por honra e por desonra, por infâmia e por boa fama; como enganadores, e sendo verdadeiros;
Como desconhecidos, mas sendo bem conhecidos; como morrendo, e eis que vivemos; como castigados, e não mortos;
Como contristados, mas sempre alegres; como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo, e possuindo tudo. 2 Coríntios 6:3-10

I - JESUS DE NAZARÉ, O FILHO DO HOMEM
1. Sua origem humana.
DEUS (na pessoa de JESUS) se fez homem e habitou entre nós, mas nunca deixou de ser DEUS (na pessoa de JESUS) - As Escrituras dão testemunhos, de diversas maneiras, da humanidade de Jesus Cristo. Ele era “Filho de Abraão” (Mt 1.1); “da descendência de Davi segundo a carne” (Rm 1.3), concebido pela virgem Maria (Lc 1.31), “nascido de mulher (Gl 4.4), nascido de Maria (Mt 1.25; 2.11; Lc 2.7), “se fez carne” (Jo 1.14; cf. Rm 1.3; 1 Tm 3.16). Ele foi um bebê (Mt 2.11,14,20,21; Lc 2.7,16), Ele “crescia em sabedoria, e em estatura” (Lc 2.52), trabalhou como carpinteiro (Mc 6.3), teve fome (Mt 4.2; Mc 11.12), teve sede (Jo 4.7; 19.28), viveu as emoções da alegria e da tristeza (Lc 10.21; Jo 12.27), foi crucificado, morreu, e ressuscitou dos mortos. Ele é claramente chamado de homem (Jo 1.30; Act 17.31; Rm 5.15; 1 Co 15.21,47; 1 Tm 2.5; Hb 2.6-9).

Jo 1.1- “No princípio era o verbo, e o verbo estava com DEUS, e o verbo era DEUS”.

Para compreender porque JESUS CRISTO é chamado de verbo, precisamos saber que uma frase para ser construída é necessário que haja um sujeito, um verbo e um complemento.
DEUS é um ser triuno, ou seja, é PAI, FILHO e ESPÍRITO SANTO (Jo 3.13-17).
Vamos aprender mais se construirmos uma frase, vejamos então:

Frase - DEUS salva o homem.

D E U S S A L V A O H O M E M
Sujeito Verbo Complemento
O que ordena o que faz o resultado
Idealizador realizador revelador
PAI FILHO ESPÍRITO SANTO

Conclusão: DEUS PAI planejou a salvação do homem,
DEUS FILHO morreu por nós na cruz do calvário, executando o plano de DEUS,
DEUS ESPÍRITO SANTO revelou-nos esta salvação, convencendo-nos do pecado, da justiça e do juízo.

Outra demonstração para fácil assimilação da trindade de DEUS é tomarmos como exemplo o sol:
O sol em si representando o PAI, a ordem para fazer;
A luz do sol representando o FILHO, o cumprimento da ordem;
O calor do sol representando o ESPÍRITO SANTO, a revelação, o poder como resultado.

O homem é uma tricotomia - Três partes de um todo. Mas cada parte é distinta e não concordante. Por exemplo: Ao acordar Domingo pela manhã o aluno da EBD poderá ser pego na seguinte situação: Seu corpo quer ficar na cama e dormir, seu espírito quer ir para a EBD e sua alma, hora fica querendo ir para a EBD, hora quer dormir. É uma guerra do corpo contra o espírito e do espírito contra o corpo. Vence quem a alma apoiar (a alma que pecar, esta morrerá - ela tem o poder de decisão). por isso o homem não é uma trindade, não é uma triunidade. O corpo, a alma e o espírito podem ter opiniões diferentes e decisões diferentes. Já DEUS concorda em tudo, em três pessoas com os mesmos desejos e vontades e decisões.

E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele.
E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo. Mateus 3.16,17.
AI ESTÁ A TRINDADE BEM CLARA - FILHO NA ÁGUA; ESPÍRITO SANTO EM FORMA CORPÓREA COMO POMBA; PAI FALA DOS CÉUS.
Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Mateus 28.19

Este é aquele que veio por água e sangue, isto é, Jesus Cristo; não só por água, mas por água e por sangue. E o Espírito é o que testifica, porque o Espírito é a verdade. Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um. E três são os que testificam na terra: o Espírito, e a água e o sangue; e estes três concordam num. 1 João 5:6-8 - VEJA A TRINDADE AQUI DE NOVO - o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo. AI ESTÁ DIZENDO - e estes três são um.

Não havia sequer um justo, todos pecaram – COMO SALVAR A HUMANIDADE? Não havia um homem que pudesse fazer isso.
E busquei dentre eles um homem que estivesse tapando o muro, e estivesse na brecha perante mim por esta terra, para que eu não a destruísse; porém a ninguém achei. Ezequiel 22:30
O QUE ERA NECESSÁRIO PARA SAVAR O HOMEM? Era preciso um homem que nunca pecou e que aceitasse levar sobre ele os pecados de todos e as maldições e as suas doenças e enfermidades, depois morrer no lugar deles numa cruz e ir para o lugar que eles deveriam ir, o inferno. DEUS nãop achou nenhum para fazer isto.

Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; Romanos 3:23
Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram. Romanos 5:12
Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; Gálatas 3.13.
Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.
Por isso lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores. Isaías 53:4,5, 12.

DEUS MESMO VEIO FAZER O QUE O HOMEM NÃO PODIA FAZER.
DEUS SE TABERCULARIZOU – DEUS MESMO SE FEZ HOMEM PARA REALIZAR A TAREFA DE SALVAR O HOMEM.

E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Filipenses 2:8

JESUS, O VERBO DE DEUS - CRISTOLOGIA - A doutrina de Jesus Cristo - Esequias Soares
NO PRINCÍPIO, ERA O VERBO, E O VERBO ESTAVA COM DEUS, E O VERBO ERA DEUS... E O VERBO SE FEZ CARNE E HABITOU ENTRE NÓS, E VIMOS A SUA GLÓRIA, COMO A GLÓRIA DO UNIGÊNITO DO PAI, CHEIO DE GRAÇA E DE VERDADE
JOÃO 1.1, 14
O apóstolo João começa seu evangelho apresentando Jesus como o Verbo de Deus. Ele usa o termo grego logos, que a maioria de nossas versões traduz por “Verbo” ou “Palavra”. Ele emprega esse vocábulo apenas no prólogo, duas vezes (Jo 1.1, 14 ), e não no resto do evangelho, pois relata a história do Jesus Homem, o Verbo feito Carne. O apóstolo emprega, ainda, o referido termo em sua primeira epístola (1 Jo 1.1 ) e em Apocalipse 19.13. Trata-se de uma palavra que exige explicação para tornar-se compreensível ao povo na atualidade, entretanto, era conhecida aos leitores da época.
O LOGOS
Nós recebemos o ensinamento de que Cristo é o primogênito de Deus e indicamos que ele é o Verbo, do qual todo o gênero humano participou. Portanto, aqueles que viveram conforme o Verbo são cristãos.
O termo hebraico é דָּבָר (dābār),2 “palavra, fala, discurso, coisa” (HARRIS; ARCHER, JR.; WALTKE, 1998, p. 292), traduzida na Septuaginta alternadamente por λόγος e ῥῆμα (logos e rhēma). Esses vocábulos gregos são usados nela como sinônimos, sendo que rhēma é mais comum no Pentateuco, Josué, Juízes, Rute e Jó. Para o judeu ou qualquer oriental da antiguidade, a palavra não era um mero som, mas algo de existência independente e cheio de poder (Sl 33.6; 107.20; 147.15; Jr 23.29). Veja que a palavra de Isaque, quando abençoou a Jacó, não podia mais voltar atrás (Gn 27.33). No relato da criação é manifesto o poder da Palavra de Deus (Gn 1.3, 6, 11, 14, 20, 24).
Os Targumim usam o termo aramaico מֵימַר (mēimar) “palavra, declaração, discurso” (JASTROW, 1996, p. 775; SOKOLOFF, 1992, p. 305) para “Senhor”, isso em diversas passagens onde há a presença de elementos antropomórficos empregados para Deus. Isso acontece centenas de vezes, mas vamos a alguns exemplos: “Moisés levou o povo fora do arraial ao encontro de Deus” (Êx 19.17). Os judeus consideravam essa declaração demasiadamente humana para falar de Deus, por isso parafrasearam traduzindo por “ao encontro com a palavra de Deus”, no Targum de Ônquelos. Algo semelhante acontece no mesmo Targum com a frase “isso é um sinal entre mim e vós” (Êx 31.13), vertendo por “entre minha palavra e vós”. Algo semelhante acontece no profeta Isaías: “a minha mão fundou a terra” (Is 48.13), no Targum de Jonathan encontramos “por minha palavra fundei a terra”.
O salmo 119 é um tesouro que melhor representa a palavra com suas diversas nuanças. Em Provérbios 8 e 9, a sabedoria é o agente de Deus na iluminação e na criação. Assim, sabedoria e razão são uma mesma coisa, dessa forma, o Logos está presente na literatura sapiencial ou de sabedoria, coletânea de pensamentos dos sábios de Israel, inspirados por Deus e registrados nos livros poéticos: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cantares de Salomão. Essa coletânea ensina que a Sabedoria “é a tua vida” (Pv 4.13) e tem existência eterna (Pv 8.23).
AS TRÊS CLÁUSULAS DE JOÃO 1.1
A primeira parte de João 1.1 diz: “No princípio era o Verbo” (Jo 1.1a). No princípio ele já existia. Antes mesmo de Gênesis 1.1, o Verbo já estava com o Pai. Ele não pode fazer parte da criação: “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele, nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3). Assim, ele não pode ter sido uma criatura, porque nada há no universo que não tinha vindo dele. Antes da criação e do tempo começar, o Verbo já existia (Jo 8.58).
Essa afirmação diz respeito a sua eternidade. A Bíblia declara “no princípio criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1), mas o apóstolo João foi mais além ao afirmar que “no princípio era”, ou seja, já existia o Verbo. O imperfeito grego ἦν (ēn), “era”, é existencial e transmite a idéia de continuidade. Esse pensamento teológico é confirmado em todo o contexto bíblico. Ele já existia mesmo antes de começar o tempo, existe por si mesmo (Jo 5.26) e transcende a linha do tempo “ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele” (Cl 1.17). Estava com o Pai antes da criação do mundo (Jo 17.5, 24).
A pré-existência de Cristo é eterna. O profeta Miquéias, ao anunciar o nascimento do Messias na cidade de Belém de Judá, concluiu a mensagem dizendo: “e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (Mq 5.2). Isto revela que o Filho já existia na eternidade, antes da criação de todas as coisas. Em Isaías, Jesus é chamado de “Pai da Eternidade” (9.6). Como pode ser o Filho criatura, visto que o texto sagrado nos diz aqui que ele é o “Pai da Eternidade”?
Há outra passagem que corrobora esta grande verdade: “Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e eternamente” (Hb 13.8).
Além disso, lemos em João 1.3: “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez”; ou “por intermédio dele” (ARA). A palavra grega usada aqui é dia, διά (dia), “através de, por meio de, por, causa de” (BALZ & SCHNEIDER, 2001, vol. I, p. 894). Essa mesma palavra é aplicada ao Deus-Pai: “Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém!” (Rm 11.36). “Todas as coisas foram feitas por ele”? O texto joanino é claro e objetivo ao mostrar que nada há nesse infinito universo que não seja criado pelo Senhor Jesus.
O conceito de eternidade do Logos é o mesmo que a Bíblia apresenta como um dos atributos incomunicáveis de Deus: “O teu trono está firme desde então; tu és desde a eternidade” (Sl 93.2). Isso significa que Deus é livre de toda a distinção temporal de passado ou de futuro, ele não teve um começo e nem terá fim em seu Ser, é de duração infinita de tempo, sem início nem fim. É essa a idéia que o apóstolo transmite ao afirmar “no princípio era o Verbo”.
“E o Verbo estava com Deus” (Jo 1.1b). O termo “Deus”, nessa cláusula, é uma referência ao Pai, pois o nome grego theos, “Deus”, no Novo Testamento, quando vem acompanhado do artigo ou sem outra qualificação, refere-se sempre ao Pai, veja os seguintes exemplos: ὀ δὲ αὐτὸς θεὸς... (ho de autos theos...), “mas é o mesmo Deus” (1 Co 12.6), o artigo é “ho”; καὶ ἡ ἀγάπη τοῦ θεοῦ (kai hē ágapē tou theou), “e o amor de Deus” (2 Co 13.13), “tou” é a forma flexionada de ho; εἷς θεὸς καὶ πατὴρ πάντων (heis theos kai patēr pantōn), “um só Deus e pai de todos”, “patēr” é o qualificativo (Ef 4.6); εἰς δόξαν θεοῦ πατρός (eis doxan theou patros), “para a glória de Deus Pai”, patros é o qualificativo (Fp 2.11), são alguns exemplos. Nem sempre a presença do artigo grego aparece nas versões em língua moderna. Aqui, a expressão pros ton theon, “com o Deus”, mostra idéia de um relacionamento dinâmico numa comunhão perfeita na eternidade passada entre o Pai e o Filho. A preposição grega pros, “com”, na construção feita pelo apóstolo indica um plano de intimidade e igualdade, face a face.
Assim, a parte b de João 1.1 mostra o Pai como Pessoa distinta do Verbo, contra o pensamento modalista e, também, contra os unicistas da atualidade. Esses grupos, embora defendam a divindade de Jesus, negam a doutrina bíblica da Trindade.
A manifestação das três pessoas distintas é clara nas Escrituras. O batismo de Jesus (Mt 3.16, 17) e a oração sacerdotal de Cristo, em João 17, são exemplos clássicos contra a teologia deles (Jo 8.17, 18; 1 Jo 2.22-24). O apóstolo volta a enfatizar que o Pai é uma pessoa e o Filho, outra, no vesículo seguinte, “ele estava no princípio com Deus” (Jo 1.2).
“E o Verbo era Deus” (Jo 1.1c). A idéia nesse versículo é progressiva, uma declaração vai esclarecendo a anterior até culminar com a declaração enfática “e o Verbo era Deus”. Se o prólogo do evangelho João (1.1-14) fosse o único lugar nas Escrituras em favor da divindade do Verbo já teríamos subsídios suficientes, entretanto, essa doutrina é ensinada em todo o contexto bíblico. Jesus é Deus igual ao Pai (Jo 5.18, 10.30; Cl 2.9).
Ele é apresentado como Criador de todas as coisas: “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3). O Criador do mundo agora estava ele entre os homens: “estava no mundo e o mundo foi feito por ele” (Jo 1.10); como Vida e Luz: “nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens” (Jo 1.4). Tanto o Pai como o Filho são a fonte da vida: “amando o SENHOR, teu Deus, dando ouvidos à sua voz e te achegando a ele; pois ele é a tua vida” (Dt 30.20); “como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo” (Jo 5.26).
Vida é contrário de morte, de destruição, e a vida que Jesus veio trazer é a vida eterna, não simplesmente pela sua duração, mas pela sua qualidade, é a vida de Deus cheia de gozo e alegria, oferecida a todos os pecadores que se arrependerem de seus pecados. Jesus disse: “eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6). No penúltimo capítulo do evangelho de João, o apóstolo declara “que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (Jo 20.30).
Luz é um atributo divino, é verdade que Jesus ensinou no Sermão do Monte que seus discípulos são “a luz do mundo” (Mt 5.14), mas não temos luz própria. Assim, como a lua reflete na Terra a luz do sol, da mesma maneira nós refletimos para o mundo a luz de Cristo. Todo o contexto bíblico mostra e ensina de maneira enfática e expressa que Deus é Luz (1 Jo 1.5), que “habita na luz inacessível” (1 Tm 6.16). Esse termo aparece mais de 20 vezes no evangelho de João, e Jesus é apresentado nele como a luz do mundo: “Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8.12). No relato da Criação afirma que Deus, pelo poder de sua Palavra, fez aparecer a luz, que desfez o caos (Gn 1.2,3). O Senhor Jesus é a “luz que alumia a todo o homem que vem ao mundo” (Jo 1.9) e desfaz o caos da vida humana.
“E O VERBO SE FEZ CARNE”
No prólogo do seu evangelho, o apóstolo João descreve algumas características e atributos divinos e encerra afirmando explicitamente que o Verbo se tornou homem: “e o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14). Ele habitou entre nós. O verbo grego usado, aqui, para “habitar” é σκηνόω (skēnoō) “morar em uma tenda”, (BALZ & SCHNEIDER, 2002, vol. II, p. 1431); σκηνή (skēnē) significa “tenda, cabana, tabernáculo”. O apóstolo empregou um verbo que indica morada provisória, diferente daquele que o apóstolo Paulo usou para enfatizar a sua divindade: “porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Cl 2.9). O verbo grego, nesse caso, é κατοικέω (katoikeō), “viver, habitar” e cuja idéia é de morada permanente (BALZ & SCHNEIDER, 2001, vol. I, p. 2269, 2270). Ele andou entre nós, manifestando os atributos da divindade. As características divinas do Verbo feito carne são demonstradas ao longo de sua narrativa.
O termo Logos foi estratégia do Espírito Santo ao inspirar o apóstolo João na produção de seus escritos. Esse vocábulo foi um recurso extraordinário, naquela época, para alcançar judeus e gregos, pois era do conhecimento desses povos o conceito de “palavra”, ou seja, dâbâr, em hebraico e logos, em grego. As traduções hebraicas do Novo Testamento usam dābār, em João 1.1, 14; 1 João 1.1 e Apocalipse 19.13. Convém ressaltar que a idéia grega é impessoal, porém, o Logos de João 1.1 é pessoal e recebeu o nome Jesus ao vir ao mundo. Foi o termo usado para que a mensagem do evangelho fosse perfeitamente compreensível pelas civilizações semítica e grego-romana, “primeiro do judeu e também do grego” (Rm 1.16). A palavra é o principal recurso numa comunicação, por isso Deus revelou-se a si mesmo por meio de sua Palavra: “Deus nunca foi visto por alguém. O Filho Unigênito, que no seio do Pai, este o fez conhecer” (Jo 1.18), ou “o Deus unigênito”, de acordo com alguns manuscritos (ARA).
Reúnem-se em Jesus todas as qualidades divinas que o descreve como o único Salvador da humanidade. Sua história e suas obras não se limitam ao período entre o nascimento e a morte, ele esteve presente desde a eternidade passada, atuou na história do povo de Israel, veio como homem e sua glória foi vista pelos de sua geração, realizou a obra da redenção na cruz do Calvário, retornou ao Céu, de onde dirige a sua igreja, e voltará em glória para estabelecer a paz universal.

"Mas, vindo a plenitude dos tempos, DEUS enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos" (Gl 4.4,5).

JESUS nasceu na plenitude dos tempos
“Quando, porém, chegou a plenitude do tempo, enviou Deus o seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sob a Lei” Gálatas 4,4

A expressão “plenitude do tempo”sublinha o caráter histórico escatológico da encarnação, a qual acontece em um ponto preciso da história humana (o aoristo “chegou”) coloca em evidência seu valor messiânico; “enviou Deus”: significando verbalmente enviar expedir, e interpreta-se com a descrição da missão do Filho Jesus enviado pelo Pai. Um verbo de uso comum no helenismo e muito usado na LXX aparece no versículo G1 4,4 e 4,6; entretanto, no Novo Testamento seu uso é raro, somente o encontramos em Lucas e nos Atos dos Apóstolos. A expressão “plenitude do tempo” confirma a espera da humanidade pela sua salvação e a concretização desta obra pelo filho de Deus Jesus no momento designado por Deus. http://www.abiblia.org/ver.php?id=2303

PLENITUDE DOS TEMPOS - http://ciberteologia.paulinas.org.br/ciberteologia/wp-content/uploa...
"Mas, vindo a plenitude dos tempos, DEUS enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos" (Gl 4.4,5).
A primeira observação que devemos fazer é: Jesus é um ser humano histórico, ou seja, ele viveu durante um certo intervalo de tempo e nesse mundo em que nascemos, vivemos e morremos até hoje. Não é exatamente isso que nos mostra o evangelista Lucas. Na verdade, ele buscou situar a pessoa histórica de Jesus dentro de limites temporais. Segundo ele, Jesus de Nazaré nasceu sob o governo do imperador Augusto (Lc 2,1). No ano décimo quinto do império de Tibério César, quando Pôncio Pilatos era governador da Judéia, Herodes tetrarca da Galiléia, seu irmão Filipe, tetrarca da Ituréia e da Traconítide, e Lisânias, tetrarca de Abilene, sendo sumo-sacerdotes Anás e Caifás (Lc 3,1). Como podemos observar em Mc 1,15 e Gl 4,4, existe uma delimitação temporal de um conjunto de condições históricas, políticas, econômicas, sociais e geográficas, às quais, para eles, propiciaram a encarnação do Verbo, constituindo assim, como vimos, o kairós de Deus. Esses textos revelam que Jesus Cristo não nasceu numa época qualquer, mas ao chegar a “plenitude dos tempos”. Como as profecias messiânicas não apontam para uma data da vinda do Messias, não se pode interpretar esses textos como fazendo alusão ao cumprimento de uma profecia específica. De acordo com os estudiosos, a interpretação adequada de “plenitude dos tempos” é: “tempo certo”, “momento ideal”, “ocasião propícia” designada por Deus, mas não revelada nas profecias escritas. Assim, temos a seguinte definição técnica para a expressão “plenitude dos tempos”:5 época ou contexto histórico cuja realidade (acontecimentos) foi muito favorável ao objetivo da vinda de Cristo ao mundo, que é a anunciação e propagação universal do Evangelho. A natureza dessa realidade é a uniformização política propiciada pelo sistema administrativo do Império Romano, somadas as contribuições religiosas, dos judeus, e culturais, dos gregos, que já faziam parte desse ambiente mundial. Como vimos acima, essas três civilizações trouxeram grandes contribuições para a ocorrência do evento central e único6 da linha da salvação durante o Império Romano do século I. Roma influenciou na política, os gregos na questão intelectual e os judeus na religiosidade. Os romanos Como já sabemos, os romanos influenciaram politicamente os povos sob seu domínio. A seguir, algumas contribuições prestadas por Roma à difusão do cristianismo:
1- Domínio mundial de Roma;
2- Os povos unificados;
3- A paz universal – pax romana;
4- A importância das cidades;
5- O intercâmbio entre os vários povos.
O cristianismo, durante os três primeiros séculos de existência, não ultrapassou os limites do Império Romano.
Os romanos, como nenhum outro povo até então, desenvolveram um sentido da unidade da espécie sob uma lei universal.
A paz universal – Pax romana - Era um período de paz. A ausência de guerras contribuiu para o cristianismo, contudo as guerras também influenciaram na prosperidade da nova religião. As conquistas romanas levaram muitos povos à falta de fé em seus deuses, uma vez que eles não foram capazes de protegê-los dos romanos.
A importância das cidades
A cultura helênica se alastrou restritivamente nas cidades, onde se concentravam o comércio e o trânsito, possibilitando a aquisição de riquezas e o desenvolvimento de uma vida de bem-estar. No meio rural, o conservadorismo das aldeias preservou sua diversidade. As mudanças na cidade ocorreram no sentido da busca de cultura grego-romana. A população da cidade usava forma comuns em muitos setores de vida. A cidade, então, era o lugar onde a nova civilização podia ser experimentada, onde novos empreendimentos eram estimulados em primeiro lugar. Era o lugar em que, se houvessem mudanças, podiam ser constatadas e até procuradas. Assim como a cultura helênica era urbana, o cristianismo também o foi. A expansão da Igreja cristã deu-se, sobretudo, nas cidades espalhadas pelo Mediterrâneo. Paulo traçou sua estratégia de propagação do Evangelho a partir da seleção de cidades que possuíam intenso volume de difusão de cultura, cidades que serviam como rotas de grandes massas populacionais.
O intercâmbio entre os vários povos
“O fio condutor para qualquer história do cristianismo primitivo e mais antigo é a irresistível expansão da fé cristã na região do Mediterrâneo durante os primeiros cento e vinte anos”. Havia uma prosperidade aparente pelo fato de haver um intenso intercâmbio comercial entre todos os povos conquistados pelos romanos. Houve a construção de estradas, cuja função era propiciar a rápida comunicação entre os vários pontos do império, o que facilitava a relação entre as várias etnias existentes naquela região. Pelas estradas romanas circulavam mercadorias, pensamentos, cultura, dinheiro e pessoas. Essa ligação foi tão importante como o é a globalização atualmente. O mundo até então conhecido estava interligado, o, não por cabos e satélites, mas por estradas romanas. Estradas foram construídas e mantidas; o Mediterrâneo ficou quase que totalmente livre dos piratas. Cidades livres tinham permissão de cunhar suas próprias moedas. As taxas foram estabilizadas, passaram a ser cobradas de maneira mais eqüitativa e eficiente, e até, em alguns casos, foram temporariamente reduzidas.
Filosofia grega
Existem ai cinco elementos fundamentais na teologia cristã, os quais foram adotados da filosofia grega: • o conceito de transcendência: as idéias eram, para Platão, as essências das coisas. Se as idéias e, com elas, a abstração, representam o real, as coisas terrenas perdem seu valor; • a desvalorização da existência; • “a doutrina da queda da alma da eterna participação no mundo essencial ou espiritual, sua degradação terrena num corpo físico, que procura livrar-se da escravidão desse corpo, para finalmente elevar-se acima do mundo material”; • a Providência Divina; • “o divino é forma sem matéria, perfeito em sim mesmo” (Aristóteles). A filosofia grega preparou o caminho para a vinda do cristianismo por ter levado à destruição as antigas religiões.
Os judeus
Por mais importantes que as contribuições de Atenas e Roma, como pano de fundo histórico, tenham sido para o cristianismo, as contribuições dos judeus formam a herança do cristianismo. O cristianismo pode ter se desenvolvido no sistema político de Roma e pode ter encontrado o ambiente intelectual criado pela mente grega, mas seu relacionamento com o judaísmo foi muito mais íntimo. Os judeus prepararam o “berço do cristianismo”, fizeram os preparativos para seu nascimento e alimentaram-no na sua primeira infância. Abaixo estão elencadas as contribuições dos judeus para o desenvolvimento do cristianismo: • monoteísmo; • esperança messiânica; • sistema ético; • Antigo Testamento; • filosofia da história; • sinagoga.
Monoteísmo
O monoteísmo judaico apresenta algumas distinções do monoteísmo cristão. O monoteísmo judaico preparou os povos pagãos para o cristianismo. O judaísmo contrastava flagrantemente com a maioria das religiões pagãs, ao fundamentar-se num sólido monoteísmo espiritual.
Esperança messiânica
Os judeus ofereceram ao mundo a esperança de um messias que estabeleceria a justiça na terra. Apesar da diversidade das versões sobre o messias e o tempo da salvação, todas elas tinham em comum a aparição do ungido de Deus como regente e juiz que poria termo à humilhação de Israel, expulsaria os pagãos e fundaria o reino da glória.
Sistema ético
Na parte moral da lei judaica, o judaísmo também ofereceu ao mundo o mais puro sistema ético de então. O elevado padrão proposto nos Dez Mandamentos chocava-se com os sistemas éticos prevalecentes e com práticas por demais corruptas dos sistemas morais pelos quais se pautavam.
Antigo Testamento
Jesus fez uso constante do Antigo Testamento para nutrir a sua própria vida e basear os seus ensinos, e, consoante seu exemplo, as Escrituras judaicas eram lidas regularmente nas reuniões de cultos primitivos cristãos. O Antigo Testamento era composto, como Jesus mesmo testifica (Mt. 5,17), pela Lei e os profetas.
Recém-nascida teologia judaica.
Em Alexandria, surgiu também a primeira escola teológica judaica que tentou combinar os ensinos das Escrituras com a filosofia grega, prática também utilizada por alguns apóstolos, como João e Paulo.
Filosofia da história
A filosofia da história substantiva procura estabelecer a significância de um evento dentro do contexto de toda a história. Os judeus tornaram possível uma filosofia da história por insistirem que a história tem significado. Eles se opuseram a toda e qualquer visão que deixasse a história sem significado.
Sinagoga
Os judeus também forneceram uma instituição, da qual muitos cristãos esquecem a utilidade, no surgimento e desenvolvimento do cristianismo primitivo. Essa instituição era a sinagoga. Foi ela a casa de pregação do cristianismo primitivo. No tempo de Jesus, existia uma sinagoga em cada povoado de judeus. Renan ressalta que “não se poderia compreender a disseminação do cristianismo sem as sinagogas”. Nas cidades maiores, como Jerusalém, e também Roma, Alexandria ou Antioquia, havia várias sinagogas para o culto, o estudo da lei e o ensino às crianças. Renan declara que as sinagogas já estavam espalhadas por toda a região marginal do Mediterrâneo. Notamos as três principais funções da sinagoga: culto, estudo da Lei e ensino das crianças.
Conclusão
Concluímos, do que foi exposto, que a plenitude dos tempos é o que podemos chamar de kairós de Deus — o tempo certo de Deus. Não haveria momento mais propício à eclosão do cristianismo do que aquele inaugurado por Augusto César. Um mundo unificado política e culturalmente jamais tinha existido até então. Havia um intercâmbio comercial, intelectual e populacional muito grande. O dialeto ático — koinê — era o utilizado nas cidades, a filosofia aguçava a mente humana para as coisas transcendentais, tudo era favorável para algo novo e revolucionário.
O ser humano greco-romano necessitava de respostas. Descobrir o sentido da existência era o cerne de suas vidas. O Evangelho deu-lhes aquilo que estavam buscando — o sentido para a existência — algo que a filosofia, o judaísmo, as religiões de mistérios etc. não conseguiram satisfazer. O QUE O HOMEM NECESSITAVA ERA DE JESUS. A HORA ERA AQUELA - A PLENITUDE DOS TEMPOS CHEGOU.

2. Sua entrada no mundo.
POR QUE JESUS NASCEU DE UMA MULHER PARA VIR À TERRA NOS SALVAR?
O PRIMEIRO ADÃO FOI CRIADO POR DEUS COM CORPO, ALMA E ESPÍRITO - PRONTO JÁ - AQUI NA TERRA. POR QUE JESUS NÃO APRECEU DE REPENTE JÁ COM CORPO, ALMA E ESPÍRITO?

Na verdade, na verdade vos digo que aquele que não entra pela porta no curral das ovelhas, mas sobe por outra parte, é ladrão e salteador. Aquele, porém, que entra pela porta é o pastor das ovelhas. A este o porteiro abre, e as ovelhas ouvem a sua voz, e chama pelo nome às suas ovelhas, e as traz para fora. E, quando tira para fora as suas ovelhas, vai adiante delas, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. Mas de modo nenhum seguirão o estranho, antes fugirão dele, porque não conhecem a voz dos estranhos. João 10:1-5

Dois Que Vieram Do Céu E Estão Na Terra
Curral - Mundo
Ovelhas - Seres Humanos
Porta - Nascimento Físico (Nascer De Mulher)
Bom Pastor - JESUS
Outra Parte - Expulso Do Céu, Está No Mundo Também, Mas Sem Forma Humana, Não Nasceu De Mulher.
Ladrão E Salteador - Satanás
JESUS nasce de uma mulher, essa é a primeira vez que DEUS está na Terra numa forma totalmente humana. Em carne e osso. Em tudo semelhante ao homem, com excessão do pecado original vindo de Adão, já que não nasceu de semente humana corrompida proveniente de Adão. Quando é gerado pelo ESPÍRITO SANTO no últero virgem de Maria não existe contato físico dela com algum homem,portanto a herança pecaminosa de Adão não lhe é passada. A semente do pecado está no homem e vai passando de pai para filho (o esperma, a semente de Adão, contém o pecado).
Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram. Romanos 5:12
A semente que gera a vida está no homem, no espermatozoide - A mulher só recebe a semente e ela se desenvolverá até se formar um ser humano.

Lucas 2.1-7
1 E aconteceu, naqueles dias, que saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo se alistasse. 2 (Este primeiro alistamento foi feito sendo Cirênio governador da Síria.) 3 E todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade. 4 E subiu da Galiléia também José, da cidade de Nazaré, à Judéia, à cidade de Davi chamada Belém (porque era da casa e família de Davi), 5 a fim de alistar-se com Maria, sua mulher, que estava grávida.
6 E aconteceu que, estando eles ali, se cumpriram os dias em que ela havia de dar à luz. 7 E deu à luz o seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem.

Lc 1:26-56 (Comentário Bíblico Moody)
A Anunciação à Maria. 1:26-56.
27. A uma virgem desposada com certo homem . . . cujo nome era José. A lei judaica considerava o compromisso do noivado tão válido quanto o casamento. O noivado era completado depois de negociações realizadas pelo representante do noivo e depois de pago o dote ao pai da moça. Depois de assumido o noivado, o noivo podia reclamar a noiva a qualquer momento. O aspecto legal do casamento estava incluído no compromisso de casamento; o casamento propriamente dito era apenas um reconhecimento do compromisso que já fora estabelecido. José tinha todo o direito de viajar com Maria a Belém. Da casa de Davi. Pelos direitos de adoção, considerado como filho de José, JESUS podia reclamar a herança real da casa de Davi.
28. Favorecida. A palavra pode ser traduzida para cheia de graça, mas refere-se a quem é o recipiente da graça e não a fonte da mesma.
29. Que significaria esta saudação. Ser escolhida dentre todas as outras mulheres para receber uma bênção era perturbador. Maria não entendeu por que ela fora escolhida para esta honra.
31. A quem chamarás pelo nome de JESUS. JESUS é a forma grega para o Josué hebreu, que significa Jeová é salvação. Compare a narrativa de Mateus da anunciação feita a José (Mt. 1:21).
32. O trono de Davi, seu pai. Os descendentes de Davi reinaram sobre Judá desde o Reino Unido até o Exílio numa dinastia ininterrupta. O anjo predisse que JESUS completaria essa sucessão.
33. Reinará para sempre sobre a casa de Jacó. Esse reino será tanto temporal quanto espiritual.
34. Como será isto, pois não tenho relação com homem algum? A pergunta de Maria confirma a declaração de sua virgindade no versículo 27. José ainda não a tomara por mulher.
35. Descerá sobre ti o ESPÍRITO SANTO. Em contraste com as lendas pagãs da antiguidade relacionadas com reputada descendência de deuses e homens, não houve nenhuma intervenção física. O ESPÍRITO SANTO, por meio de um ato criador no corpo de Maria, providenciou os meios físicos para a Encarnação.
36. Isabel, tua parenta. Se Maria e Isabel eram primas em primeiro grau, JESUS e João Batista eram em segundo grau.
38. Aqui está a serva do Senhor. A pronta aceitação de Maria demonstrou seu caráter devoto e obediente. Ela estava pronta para se arriscar a cair em desgraça e divórcio para cumprir a ordem de DEUS.
43. A mãe do meu Senhor. A saudação de Isabel mostra que ela estava pronta a reconhecer o Filho de Maria como o seu Senhor.
46. A minha alma engrandece ao Senhor. Os versículos de 46 a 56 são chamados O Magnificat, que tem origem na primeira palavra da tradução latina. Compare à oração de Ana (I Sm. 2:1-10).
47. DEUS, meu Salvador. Maria não era sem pecado; ela reconhecia a sua necessidade de um Salvador.
48. Serva (gr. doulê). Literalmente, uma escrava.
49. Porque . . . me fez grandes coisas. Melhor: fez grandes coisas em meu favor.

Quando Nasceu Jesus? A melhor estimativa é 29 de setembro de 5 a.C.

Neve é comum por dois ou três dias em Jerusalém e nas proximidades de Belém em dezembro e janeiro. Esses eram os meses de inverno, de elevados índices de precipitação (muitas chuvas) quando as estradas, nos tempos bíblicos, ficavam praticamente inutilizáveis e as pessoas permaneciam dentro de casa, sempre que possível.
Essa constatação é uma evidência importante a reprovar dezembro como o mês de nascimento de Jesus Cristo. Perceba que, na época do nascimento de Jesus, os pastores mantinham seus rebanhos nos campos à noite. “Havia, naquela mesma região, pastores que viviam nos campos e guardavam o seu rebanho durante as vigílias da noite” (Lucas 2:8). Era prática comum entre os pastores deixar os rebanhos nos pastos de abril até outubro, mas nos meses frios e chuvosos, os rebanhos eram trazidos de volta para os estábulos e ali abrigados.
Um comentário admite que, “como os pastores não haviam ainda levados seus rebanhos para os estábulos, é de se presumir que outubro ainda não havia começado e que, conseqüentemente, nosso Senhor não nasceu em 25 de dezembro, quando já não existem rebanhos nos campos! Não pode ele haver nascido depois de setembro, quando os rebanhos já não se encontravam mais nos campos à noite. Efetivamente, a hipótese do nascimento de Jesus em dezembro precisa considerar esses fatos. A alimentação dos rebanhos à noite nos campos é um fato cronológico, que projeta considerável luz sobre esse ponto controverso” (Commentary, de Adam Clark, Abingdon Press, Nashville, nota sobre Lucas 2:8).

O evangelista, doutor Lucas, o médico amado, escreveu a história do nascimento de JESUS CRISTO, paralelamente, a de João Batista. Podemos chamar de histórias dos nascimentos dos dois meninos, pois, em primeiro lugar, Lucas apresenta os anúncios do nascimento de João Batista e de JESUS CRISTO (Lc 1.5-25, cf. w.26-38); depois, a visita de Maria a Isabel (Lc 1.39-45); o cântico de Maria e a informação de que ela passará três meses na casa de sua prima Isabel (Lc 1.46-56); em seguida, a narrativa do nascimento de João Batista (Lc 1.57-66); o cântico de Zacarias, seu pai (Lc 1.67-80); depois, a narrativa do nascimento de JESUS CRISTO (Lc 2.1-7); logo mais, a chegada dos pastores de Belém (Lc 2.8-20); em seguida, a circuncisão e a apresentação de JESUS no Templo (Lc 2.21-24); a alegria de Simeão e da profetisa Ana com o nascimento do Salvador (Lc 2.25-38); e a visita dos "magos" com seus presentes; e o encontro de JESUS com os doutores da Lei, no Templo, aos doze anos de idade (Lc 2.39-52).
Nas seções narrativas dos anúncios natalícios sobre JESUS CRISTO e João Batista, e de seus respectivos nascimentos, os grandes hinos presentes na narrativa lucana tomou um vulto grandioso na História da Igreja: o Magnificat, cântico de Maria exaltando a DEUS pelas suas obras (1.46-55); o Benedictus, o cântico de Zacarias quando bendiz o DEUS de Israel e profetiza sobre o ministério de João Batista (1.68-79).
As narrativas dos nascimentos de JESUS e de João têm o objetivo de deixar claro, desde o início da obra evangélica, a importância suprema da pessoa JESUS CRISTO. Enquanto João tinha pai e mãe, e fora fruto do relacionamento entre Zacarias e Isabel, a narrativa igualmente deixa claro que a mãe de JESUS, Maria, não conheceu homem algum. E que o Filho de DEUS fora concebido no ventre de Maria pela obra do ESPÍRITO SANTO.
No Benedictus, o cântico de Zacarias, João Batista foi profetizado como o precursor do Messias, JESUS, o Salvador do Mundo. O grande profeta foi reconhecido pelo povo e por Herodes. João Batista descortinou o caminho do Filho de DEUS para o arrependimento do povo, após apresentá-lo a fim de que esse povo reconhecesse o Filho de DEUS, o desejado entre as nações.
É importante que o estudante da Bíblia compreenda a forma como as narrativas do Evangelho de Lucas estão estruturadas, pois ela apresenta uma estrutura que faz sentido na forma como JESUS CRISTO é apresentado a partir do capítulo 3 do Evangelho.
Revista Ensinador Cristão - CPAD, n° 62, p. 38.
É isto, juntamente com o que já encontramos (capítulos 1 e 2 do Evangelho de Mateus), é tudo o que sabemos a respeito do nosso Senhor JESUS, até que Ele iniciou a sua obra pública, aos trinta anos de idade.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento MATEUS A JOÃO Edição completa.Editora CPAD. pag. 526.

Vos nasceu hoje... o Salvador (11). Esta é a palavra favorita de Lucas e também do seu companheiro Paulo. Os termos “Salvador” e “salvação” aparecem mais de quarenta vezes nos seus escritos, ao passo que aparecem raramente nos outros livros do Novo Testamento. Não é apenas o fato da chegada do Salvador que constitui as boas-novas da mensagem do anjo, mas a natureza da Sua salvação. Embora os pastores pudessem provavelmente ter interpretado aquela salvação como sendo material e política, todo o Novo Testamento é inequívoco na sua interpretação como sendo moral e espiritual. O bebê anunciado pelos anjos seria o Salvador que os libertaria do pecado.
Fica claro que os anjos desejavam que os pastores fossem e vissem o Salvador, pelo fato de que lhes indicaram o lugar - a cidade de Davi, a própria cidade deles. Além disto, o anjo lhes deu um sinal para que pudessem identificar o Salvador. Charles L. Childers. Comentário Bíblico Beacon. Lucas. Editora CPAD. Vol. 6. pag. 372.

3. Seu desenvolvimento humano e espiritual.

A INFÂNCIA DE JESUS - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao2-jhp-2tr15-o-nasc...
E O MENINO CRESCIA E SE FORTALECIA EM ESPÍRITO, CHEIO DE SABEDORIA; E A GRAÇA DE DEUS ESTAVA SOBRE ELE... E CRESCIA JESUS EM SABEDORIA, E EM ESTATURA, E EM GRAÇA PARA COM DEUS E OS HOMENS
LUCAS 2.40, 52
São poucos os relatos inspirados da infância de Jesus, por isso devemos extrair deles tudo o que pudermos para uma melhor compreensão da mais bela história da humanidade. Nada se sabe da vida de Jesus depois do relato de seu nascimento até a sua manifestação pública a Israel, exceto o que Lucas escreveu. O relato de Lucas 2.40-52 quebra o silêncio desse período.
LOCALIZANDO OS FATOS NO TEMPO
Somente Mateus e Lucas registraram os acontecimentos do nascimento de Jesus, esses relatos estão nos dois primeiros capítulos de Mateus e de Lucas. Muito pouco sabemos desse evento, mas sobre a infância de Jesus sabemos menos ainda, pois restringe-se a uns poucos versículos de Lucas. Quanto à cronologia, o tempo mencionado no primeiro evangelho é muito vago, pois segue o estilo do Antigo Testamento, afirma que Jesus nasceu “no tempo do rei Herodes” (Mt 2.1) e que “naqueles dias, apareceu João Batista pregando no deserto da Judéia” (Mt 3.1), veja Êxodo 2.11 e Isaías 38.1. Lucas foi mais preciso e devemos a ele a localização dos fatos no tempo, pois afirma que Jesus nasceu por ocasião de um censo decretado por César Augusto quando Cirênio era governador da Síria (Lc 2.1, 2) e o seu ministério começou no “ano quinze do império de Tibério César” (Lc 3.1). Essas datas existem porque os fatos são reais e históricos. Assim, Lucas fornece datas globais, e João deixa pista para se saber a duração do período do ministério terreno de Jesus.
Segundo os historiadores romanos Tácito e Suetônio, o período áureo de Roma do governo de Júlio César e Augusto havia terminado a partir de Tibério, que assumiu o governo depois da morte de Augusto em 14 d.C. Esse período chamado de “Período de Augusto” é reconhecido como o momento do apogeu da literatura latina, no seu governo Jesus nasceu.
Devemos ao apóstolo João a informação dos três anos e meio do ministério terreno de Jesus, pois ele menciona quatro páscoas: “estava próxima a Páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém” (2.13); “depois disso, havia uma festa entre os judeus, e Jesus subiu a Jerusalém” (5.1); “e a Páscoa, a festa dos judeus, estava próxima” (6.4); “estava próxima a Páscoa dos judeus, e muitos daquela região subiram a Jerusalém antes da Páscoa, para se purificarem... Foi, pois, Jesus seis dias antes da Páscoa a Betânia” (11.55; 12.1). Porém, há muita discussão sobre a “festa” mencionada em João 5.1, pois o texto não especifica visto que os judeus celebravam, na época, pelo menos cinco festas anuais: Festa da Páscoa (Lc 22.1), Festa do Pentecostes (At 2.1), Festa dos Tabernáculos (Jo 7.2), Festa de Purim, que só aparece no livro de Ester (Et 9.26, 28, 29, 31, 32), e a Festa da Dedicação (Jo 10.22). Assim, fica difícil saber a que festividade o apóstolo está se referindo. Considerando a festa de João 5.1 como a da Páscoa, então teremos pouco mais de três anos desde o batismo de Jesus até ao Calvário.
O SILÊNCIO DOS EVANGELHOS
De Mateus infere-se que Jesus estava com cerca de dois anos de idade quando José e Maria fugiram para o Egito (2.16), esclarece-se que o retorno deles para Israel só aconteceu depois da morte de Herodes, o Grande, quando seu filho, Arquelau reinava na Judéia (2.19, 22). Jesus, provavelmente retornou do Egito, com José e Maria, quando estava com a idade entre três e quatro anos.
Muitos estranham o silêncio dos evangelhos sobre a vida de Jesus dos 18 anos entre a sua visita a Jerusalém, quando estava com 12 anos, até o início do seu ministério. Isso nunca foi problema para os cristãos, mas a curiosidade, às vezes, induz-nos a procurar mais informações sobre a vida de nosso Salvador. Porém, o compromisso do cristão é “não ir além do que está escrito” (1 Co 4.6). O silêncio que precedeu o início da apresentação pública de Jesus é natural e não deve surpreender os cristãos, porque os evangelhos se concentram no seu ministério, mesmo assim, dá atenção especial à última semana da vida terrena de Cristo, semana da Páscoa, em que foi realizada a redenção.
O CRESCIMENTO DE JESUS
Convém considerar a infância de Jesus, enfocando o seu desenvolvimento físico, intelectual e espiritual: “E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens... E o menino crescia e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele” (Lc 2.40, 52).
Lucas apresenta, ainda que apenas um lampejo, o desenvolvimento físico “em estatura” (2.52), espiritual e intelectual de Jesus “e o menino crescia e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele” (2.40). Deus verdadeiro, Criador do Céu e da Terra, assumiu a forma humana vindo como homem de maneira que o curto relato rechaça toda e qualquer possibilidade de associação com a mitologia pagã ou com a magia. Era um desenvolvimento gradual físico e mental, seu crescimento espiritual na adolescência é mais uma prova de sua natureza humana.
Assim, temos autoridade para falar que foi criança e precisava da proteção divina, dos cuidados maternos, e que precisou aprender a comer, a andar e a falar dentre outras coisas comuns aos humanos. Ele viveu entre nós e andou entre os homens com todas as características dos seres humanos, mas sem pecado, pois deu testemunho de uma vida impecável. Essas informações fornecidas por Lucas, portanto, estão de acordo com todo o contexto bíblico e ajudam-nos a compreender a natureza humana de Cristo.
Jesus foi levado a Jerusalém para a cerimônia de purificação (Lc 2.22). Depois disso, parece ser a sua primeira visita à Cidade Santa e ao Templo, mas não podemos ter certeza, o que sabemos é que José e Maria iam anualmente para lá (2.41). Dessa vez, o menino Jesus estava com 12 anos (Lc 2.42). A ida de Jesus a Jerusalém, nessa idade, foi um evento significativo. Era o início de sua adolescência.
A Páscoa era naquela época, e é ainda hoje, a maior festa religiosa do judaísmo. Todos os adultos do sexo masculino tinham a obrigação de freqüentar o Templo para a celebração das festas solenes (Êx 23.14, 17). Quem morava numa região fora do raio de 25 quilômetros da Cidade Santa não tinha a obrigação de ir às festas religiosas judaicas, o Talmude expressamente isentava as mulheres desse compromisso (Hagigah 1.1).7 José e Maria eram religiosos dedicados e, como todo judeu devoto, por residirem na Galiléia, mais de 140 quilômetros de Jerusalém, não tinham essa obrigação, contudo, todos os anos iam à Festa da Páscoa: “Ora, todos os anos, iam seus pais a Jerusalém, à Festa da Páscoa” (Lc 2.41). José e Maria não procediam de família rica, e mesmo com escassos recursos financeiros, não deixavam de ir aos cultos para adoração. Um exemplo de dedicação e amor a Deus que deve ser seguido por todos os cristãos.
A festa durava sete dias (Êx 13.6), ao final desse período, a caravana das mulheres partia de volta para suas casas com bastante antecedência, os homens seguiam posteriormente para se encontrarem com elas na parada seguinte para o pouso, à noite. “Terminados aqueles dias, ficou o menino Jesus em Jerusalém, e não o souberam seus pais” (Lc 2.43). É provável ter Maria pensado que o menino estivesse com José e vice-versa, quando descobriram que Jesus não estava na companhia deles, retornaram a Jerusalém (vv. 44, 45). Lá encontraram-no “no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os” (v. 46). Os doutores eram as autoridades religiosas de Israel, mestres da lei de Moisés, que conheciam com profundidade as Escrituras Sagradas.
A discuissão pode ter sido a respeito da Páscoa. Realmente não é possível saber pontos específicos, mas o assunto era com respeito às coisas de Deus, pelo que se infere de sua resposta a José e Maria: “Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?” (Lc 2.49). O que chamava a atenção desses doutores e dos que presenciavam a cena era seu interesse pelas coisas de Deus em tão tenra idade, também, a sua inteligência e respostas. Tudo isso revelava tratar-se não de uma criança precoce, mas um menino como nenhum outro. Os grandes homens de Deus tiveram consciência de sua vocação divina nessa fase da vida.
O DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA
José e Maria tinham conhecimento da origem de Jesus, Deus revelou-a a ambos, contudo, ficaram perplexos com a sua resposta: “Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?” (Lc 2.49). Não compreendiam, porém, como Jesus, ainda adolescente, tinha o conhecimento perfeito de sua identidade. Essas são as primeiras palavras de Jesus registradas na Bíblia. Essa declaração pode revelar que não houve descuido do menino Jesus em não seguir a caravana, pois, na ocasião, foi despertado de tal maneira que estava agora absorvido em seu pensamento sobre sua identidade e missão. Ele havia se dado conta de que esta, de fato, era a casa de Deus. É possível que tudo isso tenha impulsionado de maneira irresistível de se ocupar nos negócios de seu Pai.
Depois de regressar a Nazaré, não sabemos se retornou a Jerusalém para outras festas até o dia de sua apresentação pública, para iniciar seu ministério. O grande ensino para nossos dias é, que mesmo sabendo que era o Filho de Deus, continuou submisso a José e Maria, “e era-lhes sujeito” (Lc 2.51). Essas palavras revelam, muito cedo, a manifestação de obediência ativa e passiva à vontade de Deus.
O escritor aos Hebreus esclarece sobre a necessidade de Deus haver-se tornado homem (2.14-18), apresentando o que consideramos no texto, mas fora dos evangelhos, o que evidencia a natureza humana de Jesus: “O qual, nos dias da sua carne, oferecendo, com grande clamor e lágrimas, orações e súplicas ao que o podia livrar da morte, foi ouvido quanto ao que temia. Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu” (5.7, 8). Os “dias de sua carne” é uma referência ao período em que ele habitou entre nós, os termos “clamor, lágrimas, orações e súplicas” referem-se às passagens dos evangelhos como a ressurreição de Lázaro, o Gestsêmane etc. O aprendizado, porém, diz respeito à fase que Lucas faz menção, da adolescência até ao dia sua manifestação pública. Essas coisas são evidência de um Jesus real, de um personagem histórico, de alguém que realmente existiu e cujos relatos registrados nos evangelhos são literais.
Os moradores de Nazaré, admirados com o que viam, perguntaram logo: “Não é este o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, e de José, e de Judas, e de Simão? E não estão aqui conosco suas irmãs? E escandalizavam-se nele” (Mc 6.3). Ora, tal atitude do povo não se justificaria se Jesus fosse um recém chegado da Índia. Os três países, fora de Israel, que o Senhor Jesus visitou foram Egito (Mt 2.14, 15), Líbano, as antigas cidades de Tiro e Sidom, na Fenícia (Mt 15.21) e Jordânia.
Diante do exposto, damo-nos por satisfeitos com as poucas informações inspiradas disponíveis, pois são elas suficientes para a compreensão da vida de Jesus. São peças importantes na construção da verdadeira cristologia. O compromisso do cristão é com o que está escrito nas Escrituras, portanto, não devemos nos preocupar com especulações.

II - SEU MINISTÉRIO E CARÁTER SUPREMO
1. O caráter exemplar de JESUS.
JESUS SUPORTOU TODAS A TENTAÇÕES, MAS NUNCA PECOU
Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Hebreus 4:15

Assim está também escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito em alma vivente; o último Adão em espírito vivificante. Mas não é primeiro o espiritual, senão o natural; depois o espiritual. O primeiro homem, da terra, é terreno; o segundo homem, o Senhor, é do céu. Qual o terreno, tais são também os terrestres; e, qual o celestial, tais também os celestiais. E, assim como trouxemos a imagem do terreno, assim traremos também a imagem do celestial. E agora digo isto, irmãos: que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção. 1 Coríntios 15:45-50

EXEMPLO Tradução das palavras gregas typos, hypogrammos, hypodeigma e deigma. A palavra em português "exemplo" é usada para ilustrar diferentes aspectos da conduta cristã. O estilo de vida e os valores adequados são dessa forma demonstrados individualmente e coletivamente, na vida de Cristo (Jo 13.15; 1 Pe 2.21), dos profetas (Tg 5.10), de Paulo (Fp 3.17; 2 Ts 3.9), das igrejas e dos seus líderes (1 Ts 1.7; 1 Tm 4.12; Tt 2.7; 1 Pe 5.3).
O exemplo negativo (deigma, "uma coisa mostrada, um espécime", Jd 7; hypodeigma, "figura, cópia, exemplo", 2 Pe 2.6) afirma a severidade do julgamento de Deus sobre a grave imoralidade sexual. Os exemplos de desobediência (Hb 4.11), idolatria e murmuração (1 Co 10.6-11) na peregrinação dos israelitas pelo deserto servem como advertências para os cristãos. As demais ocorrências da palavra "exemplo" são referências positivas de uma vida exemplar. Elas demonstram a relevância de se colocar Cristo como o centro da motivação ética de alguém, e os efeitos positivos de uma vida fiel, possibilitando que outros homens compreendam o significado da vida cristã.
O exemplo básico que o cristão deve seguir é o do próprio Senhor Jesus Cristo. Ele veio para cumprir a lei e aquilo que disseram os profetas (Mt 5.17), e assim Ele é o propósito da lei da justiça para todos aqueles que crêem (Rm 10.4). Somente em Cristo pode ser cumprido em nós o requisito da lei - o padrão divino da moralidade (Rm 8.4). Ele ensinou com autoridade (q.v.) e deu uma interpretação nova e profunda dos Dez Mandamentos, a essência da lei (Mt 5.17-48; veja Lei de Moisés) e "o núcleo da ética bíblica" (Murray, Principies ofConduct, p. 7). O novo mandamento de Jesus aos seus discípulos é o de se amarem uns aos outros como Ele mesmo os havia amado (Jo 13.34). Nós sabemos o que é o amor, e como demonstrar amor, porque Deus nos amou primeiro em Cristo (1 Jo 4.19). A descrição clássica de Paulo sobre o amor em 1 Coríntios 13.4-7 é, muito provavelmente, baseada na vida de Cristo. Jesus tinha ensinado: "Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos" (Jo 15.13), e assim Ele mesmo fez esse supremo sacrifício. Cristo prometeu enviar o mesmo Espírito que permitiu que Ele nos capacitasse a fazer as suas obras (Jo 14.12; 16.7) e assim produzíssemos o fruto do espírito (Gl 5.22). Assim, o Espírito de Cristo é a fonte da moralidade cristã, pois Ele ilumina a consciência, que é a capacidade que alguém tem de fazer julgamentos morais.
O Senhor Jesus Cristo é também o nosso padrão de humildade (Fp 2.5-8), de não agirmos para satisfazer a nós mesmos (Rm 15.2,3), de mansidão e bondade (2 Co 10.1) e de liberalidade (2 Co 8.9). Devemos imitar a Deus (Ef 5.1) e ter a mesma perfeição do nosso Pai Celestial na esfera do caráter moral, do amor e da misericórdia (Mt 5.44-48; Lc 6.36). Cristo é o modelo missionário que a igreja deve seguir para cumprir sua missão {veja Comissão, A Grande), pois Ele disse: "Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós" (Jo 20.21). Jesus esperava que seus discípulos se identificassem com Ele no seu propósito e destino, depois que Ele os purificou pela lavagem simbólica dos seus pés (Jo 13.1-17). Isso aconteceu durante a última noite em que Ele esteve com eles, antes de sua crucificação. O exemplo da lavagem dos pés {hypodeigma, "cópia") dado por Jesus, fornece uma demonstração audiovisual que leva os seus discípulos à essência da sua visão de vida e motivação (13.15). Jesus disse a Pedro que sem essa experiência de limpeza o apóstolo não teria parte com Ele (13.8). Tempos depois, com o discernimento de uma vida de experiência cristã, Pedro se referiu ao padrão de Jesus para a nossa vida, dizendo: "Porque para isto sois chamados, pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo {hypogrammos), para que sigais as suas pisadas" (1 Pe 2.21). A palavra grega indica que a própria vida de Cristo é a "cópia escrita" para os seus discípulos, levando-os ao íntimo envolvimento com Ele na sua vida de sofrimento, carregando a cruz. Pedro parece ter em mente a instrução que Jesus repetia, sobre o discipulado que requer a completa negação de si mesmo (Mt 10.38, 39; 16.24-26; Lc 14.26-33; 17.33; Jo 12.24-26).
Jesus apresentou sua própria vida modelo, como a base da ética cristã. Seguir a Cristo exigiria negar-se a si mesmo e tomar a cruz como o princípio de vida e como o objetivo de toda a vida (Mt 16.24). A vida cristã exemplar foi enfatizada por Jesus quando Ele disse, "eu faço sempre o que lhe agrada" (refe-rindo-se ao Pai; Jo 8.29), e "não busco a minha vontade, mas a vontade do Pai, que me enviou" (5.30), e ainda, "eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou" (6.38). Esta é a essência da ética cristã - a vida que demonstra o princípio da cruz na conduta e no comportamento cristão.
No entanto, é necessário admitir que Cristo não fez nada apenas com a finalidade de dar o exemplo. O ideal da sua vida perfeita irá condenar apenas o pecador. A cruz tem o poder de levar os homens à santidade ao revelar, em primeiro lugar, a expiação feita pelos pecados que praticaram. Tiago (5.10) ressalta o "exemplo" {hypodeigma) dos profetas do Antigo Testamento, que serviam como mediadores da revelação de Deus por meio da sua pregação e dos seus ensinos. O exemplo dos seus sofrimentos é um testemunho de paciência para todos os cristãos.
Dicionário Wycliffe

Ele não depende de qualquer outro ser para sua existência; Ele é independente. Ele nunca muda em seu caráter; Ele é imutável. Ele não está sujeito ao processo do tempo do universo físico; Ele é eterno.
As ações de Deus revelam seu caráter e poder. Podemos conhecer a Deus pelo que Ele fez e continua fazendo. Deus não quer que o conheçamos como uma essência, uma abstração filosófica; mas Ele revelou a si mesmo, sua essência divina, a nós, através de Jesus Cristo (Jo 14.9-11).

“Do modo como eu fiz, façais vós também.”

2. Na prática.
Brilhou sempre no caráter de Jesus esse interesse pro­fundo pelo bem-estar de todos. Jesus se interessava mais por pessoas do que por credos, cerimônias, organizações ou equipa­mento. Via o povo "como ovelhas sem pastor" (Mar. 6:34). JESUS amava a todos. Quando os fariseus criticaram os discípulos de Je­sus por haverem colhido espigas no dia de sábado, ele os de­fendeu, dizendo: "O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado" (Mar. 2:27). Quando aquele jovem avarento e egocentralizado fez Jesus parar na estrada para lhe perguntar qual o caminho que conduz à vida, diz o evangelista que "Jesus, contemplando-o, o amou" (Mar. 10:21). Na ocasião em que certo homem atacado de lepra su­plicou a Jesus que o curasse, ele se sentiu todo tomado de profunda simpatia por aquele sofredor, e "estendendo a mão, tocou-o" (Mar. 1:41). Seu coração encheu-se de afeição pelos escribas que viviam a criticá-lo, pelos ciumentos fariseus, pelos desprezados e odiados publicanos, pelos pecadores mal­quistes, pelo cego, pelo surdo, pelo coxo.
Ele sempre amou a todos e se interessava vivamente por seus problemas. "Ele encarnou e revelou todo o amor de Deus, e se compadeceu dos homens por todos os seus males e padecimentos." O Mestre não só se interessou pelos problemas humanos, mas sempre buscou fazer alguma coisa para solucioná-los. Revelou sempre genuíno espírito missionário, e afirmava repetidamente que viera para servir, e não para ser servido (Mat. 20:29). Não se julgou tão cansado que não pudesse conversar sobre a Água da Vida com uma decaída junto ao poço de Sicar. Não achou que lhe seria desdouro visitar em sua própria casa um malquisto coletor de impostos. Não deu ouvidos à crítica dos líderes religiosos e se associou com pecadores, para tirá-los do seu pecado. Nas parábolas da ovelha e da dracma perdidas e do filho pródigo, Jesus mostrou que realmente estava interessado em tudo. Seu coração se derretia de simpatia por um mundo necessitado, e suas mãos secundavam e espalhavam essa simpatia por meio de serviço e ajuda.
A principal ocupação de Jesus foi o ensino. Algumas ve­zes ele agiu como curador, outras vezes operou milagres, pre­gou frequentemente; mas foi sempre o Mestre. Ele não se pôs a ensinar porque não tivesse outra coisa a fazer; mas, quando não estava ensinando, estava fazendo qualquer outra coisa. Sim, ele fez do ensino o agente principal da redenção."
"Vós me chamais Mestre e Senhor; e dizeis bem, porque eu o sou" (João 13:13). J. M. Price, A PEDAGOGIA DE JESUS

A revelação é a atividade divina da auto-revelação pela qual o Deus vivo revela algo do seu caráter e propósitos para a humanidade (Dt 29.29; 2 Co 4.6). As Escrituras são um produto daquela atividade reveladora, seu resultado linguístico e sua incorporação escrita. Deus revela a si mesmo no plano da história por meio dos seus atos salvadores (At 2.11), e no plano da verdade por sua Palavra misericordiosa (Is 55.11).

3. Seu caráter é referência para a Igreja.
Como a auto-revelação do caráter divino, Jesus Cristo é adequadamente designado como Fiel e Verdadeiro (Ap 19.11), aquele que com absoluta fidelidade cumpre todas as responsabilidades de Sumo Sacerdote (Hb 2.17), Apóstolo (Hb 3.1,2) e Testemunha (Ap 1.5; 3.14).
Esta qualidade do caráter divino encontra o seu reflexo humano em homens de fé (He 2.4). Como o seu Divino Exemplar, eles manifestam uma firme confiabilidade em todas as suas obrigações (Mt 25.21; 1 Co 4.2); eles são tenazmente leais, a ponto de enfrentar o martírio (Ap 2.10). Em resposta à fé, o Espírito Santo produz nos homens este traço de fidelidade (Gl 5.22).

Outra palavra no NT para mente e pensamento, tem como forma
substantiva o termo nous, um clássico conceito filosófico grego, também
usado exclusivamente por Paulo no NT (exceto em Lc 24.45; Ap 13.18; 17.9),
transmitindo a ideia de capacidade de raciocinar (Lc 24.45; Rm 1.28), de
fazer julgamentos morais (Ef 4.23), de ser corrompido (Rm 1.28; Cl 2.18; 1
Tm 6.5; 2 Tm 3.8), e de ser renovado (Rm 12.2), de maneira que este termo é
praticamente equivalente ao caráter. O homem espiritual tem "a mente de
Cristo" (1 Co 2.16). Os substantivos cognatos trazem um conceito similar,
noema, indicando pensamentos, mente (Fp 4.7) e propósito (2 Co 2.11);
ennoia, pensamento (1 Pe 4.1); e dianoia, inteligência ou mente com a
capacidade de refletir (Mt 22.37), enquanto o verbo noeo significa
"perceber" ou "entender" (Mt 16.9). 0 termo kardia, frequentemente usado
para afeto (Lc 24.32), pode indicar pensamento (Rm 1.21; Ef 1.18), e
ocasionalmente/wewma (espírito, 2 Co 2.13), psuche (alma, Fp 1.27), e
nephros (rins, Ap 2.23). As atitudes corretas semelhantes às de Cristo, que
os apóstolos exortam cada crente a manter, envolvem: a humildade (Rm
12.3,16; Fp 2.3,5,8), unidade, cooperação e harmonia com seus irmãos, pela
causa comum do evangelho (Fp 1.27; 2.2; 4.2; Rm 15.5; 2 Co 13.11; 1 Pe 3.8);
a disposição de morrer ou sofrer por Cristo (1 Pe 4.1); a preocupação com os
outros (Fp 4.10); e a espiritualidade (Rm 8.5-7; Cl 3.2). Todas essas
atitudes são o oposto de uma atitude carnal e auto-indulgente (Fp 3.19; cf
Mt 16.23).

Paulo ilustra, com sua própria vida, o significado de "exemplo" para os cristãos do seu tempo. Ele declara sua identificação com Cristo nos termos da cruz, quando escreve aos gálatas: "estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim" 12.20). Mais tarde, ele afirmou, "para mim o viver é Cristo" (Fp 1.21). Paulo personificou o "exemplo" identifican-do-se com ele em Filipenses 3.17, usando a palavra typos, "marca de um golpe, selo, impressão". Paulo se dizia parecido com CRISTO. Ele insistiu com os Filipenses para que observassem aqueles que andavam de acordo com o padrão que viam nele (3.17) e que eles mesmos também agissem de uma forma semelhante (4.9). Seu estilo de vida, e comportamento, estenderam-se a uma geração de testemunho e serviço cristão. Os cristãos filipenses receberam sua exortação quase no final do seu confinamento em uma prisão romana. Em uma de suas primeiras epístolas, ele havia escrito aos crentes de Tessalônica que tinha trabalhado "para vos dar em nós mesmos exemplo, para nos imitardes" (2 Ts 3.9; cf. 3.7). A conduta de Paulo, portanto, demonstra a validade da sua mensagem e a autoridade do Evangelho em sua vida. Tal envolvimento em uma vida de sacrifícios pela fé em Cristo possibilitou que os dois apóstolos líderes falassem aos dois extremos da geração, cada um na sua época. Paulo a Timóteo, o representante da nova geração no Novo Testamento, e Pedro aos presbíteros. Paulo insistiu para que Timóteo não permitisse que nenhum homem desprezasse sua juventude; ao invés disso, Timóteo foi instruído a ser um exemplo para os fiéis (1 Tm 4.12). Pedro, por outro lado, ordenou que os presbíteros não somente governassem aqueles que estivessem sob os seus cuidados, mas também que servissem "de exemplo ao rebanho" (1 Pe 5.3).
Os cristãos tessalonicenses imitaram o apóstolo Paulo e o Senhor, tendo recebido a palavra, as revelações do Antigo Testamento, interpretadas e satisfeitas por Cristo, "em muita tribulação, com gozo do Espírito Santo". Consequentemente, eles tornaram-se um "exemplo para todos os fiéis na Macedónia e Acaia" (1 Ts 1.6,7). O escritor aos Hebreus descreve de forma similar a correlação entre sofrimento e alegria na vida de Cristo, "o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz" (Hb 12.2). Os tessalonicenses, em sua experiência de sofrimento (1 Ts 2.14; 3.3,4; 2 Ts 1.4-7) e alegria, pareciam satisfazer o pedido de Jesus relacionado à unidade nele e no Pai, e no testemunho do amor de Deus (Jo 17.21,23).
O testemunho dado pelo exemplo dos cristãos aos outros cristãos, inevitavelmente precede o testemunho aos não cristãos, em uma escala ainda mais ampla. Esse foi o caso em Tessalônica (1 Ts 1.7,8). Seu testemunho em relação a Cristo estava diretamente relacionado à sua mudança de comportamento. Sua nova conduta era claramente evidente à população geral da Grécia, no sentido de que eles "converteram-se dos ídolos a Deus, para servir ao Deus vivo e verdadeiro" (1.9).
A base para tal mudança de comportamento está estabelecida no discipulado sem igual demonstrado pelos mesmos crentes em Tessalônica, de quem Paulo disse "fostes feitos nossos imitadores e do Senhor" (1 Ts 1.6). A palavra chave do seu discipulado é "imitadores" (mimetai). A conduta cristã, resultante da mudança de comportamento, efetivada pela conversão à fé no Deus vivo, está baseada na imitação do Senhor e do seu apóstolo, Paulo (cf. também 1 Coríntios 4.16; 11.1). A fé e a paciência de outros crentes e líderes cristãos também deveriam ser imitadas (Hb 6.12; 13.7).
Em outras palavras, a ética cristã tem o seu alicerce no mesmo princípio de vida que teve o Senhor Jesus Cristo. Os mandamentos de Deus, por meio dos seus profetas, dos seus apóstolos e do seu próprio Filho, combinados com o exemplo perfeito de Cristo, fornecem ao crente uma ética absoluta melhor do que o relativismo ético. O único princípio de vida totalmente inclusivo não é o amor intuitivo, que se relaciona às necessidades de outro, no momento único do encontro pessoal, mas sim: "quer comais, quer bebais ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus" (1 Co 10.31), e fazer tudo em nome do Senhor Jesus (Cl 3.17). O conteúdo da ética cristã está na vontade de Deus, que deve ser feita com amor, ou seja, "a fé que opera por caridade [ou amor]" (Gl 5.6).
Todo o comportamento de Cristo estava centrado em seu objetivo de servir e de dar sua vida como um resgate (Mt 20.28). Este era seu padrão para os seus seguidores (20.25-27). Paulo o aceitou. Também o fizeram os cristãos tessalonicenses. Eles tinham visto em Paulo o exemplo ("selo") de Cristo que lhes deu significado e entendimento. Eles tomaram esse exemplo para suas próprias vidas, incluindo a aflição (thlipsis, "pressão, tribulação"). Nesse contexto da ética cristã, em meio ao sofrimento, imitando a vida de Jesus e a conduta de Paulo, aqueles crentes coletivamente e espontaneamente compartilharam um testemunho dinamicamente significativo de Cristo pela Macedónia e pela Acaia.
O exemplo cristão, encontrado primeiramente em Jesus e em Paulo resulta no tipo de conduta fiel que efetivamente dá testemunho por meio do corpo combinado da igreja em qualquer outra área, fortalece o testemunho dos cristãos e possibilita que o comportamento dos obreiros (pastores e outros) inspire o rebanho a seguí-los. O testemunho cristão bem-suce-dido está centrado no exemplo.
Dicionário Wycliffe

III - A MORTE, RESSURREIÇÃO E VOLTA DE CRISTO
1. A morte de CRISTO, exemplo supremo de amor.
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao12-jhp-2tr15-a-mor...
O significado central da morte de Cristo está contido em três palavras importantes - redenção, propiciação e reconciliação. De acordo com Romanos 3.24, os que crêem em Cristo são "justificados gratuitamente por sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus". A ideia da redenção é a do resgate por meio do pagamento de um preço. A imagem envolve tanto a redenção pelo pagamento, como a libertação do objeto da redenção. Cristo, em sua morte, também constituiu uma propiciação ou uma satisfação da justiça de Deus (Is 53.11), como explicado pelo apóstolo Paulo em Romanos 3.25,26. Da mesma forma, em seu sacrifício, "Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados" (2 Co 5.19). Por meio da morte de Cristo, o pecador desfruta uma transformação, tanto em sua situação como em sua natureza, recebe a vida eterna e consequentemente se reconcilia com Deus e com os seus santos padrões.

A FINALIDADE DO SOFRIMENTO E DA MORTE DE JESUS
Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3:16
AMOR - A CHAVE DA MOTIVAÇÃO
JESUS sofreu, ao executar o plano divino que previa resultados eternos.
Nós o amamos a ele porque ele nos amou primeiro. 1 João 4:19
Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Romanos 5:8.

1. JESUS sofreu e morreu por nós, "para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo" (Hb 9.26).
Ele é o "Cordeiro de DEUS que tira o pecado do mundo" (Jo 1.29).
2. "Para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos mais ao pecado como escravos" (Rm6.6).
O sofrimento de JESUS teve por função libertar-nos da escravidão do pecado (Jo 8.32-36).
3."Para que nos consideremos mortos para o pecado e vivos para DEUS" (Rm 6.11).
Os que vivem no pecado, mesmo vivos estão mortos (1 Tm 5.6).
4. Para que o pecado não reine mais em nosso corpo mortal, dominando-nos através das paixões (Rm 6.12).
5. JESUS tomou os nossos pecados em seu corpo, para que o nosso corpo não seja instrumento de iniquidade, mas de justiça (Rm 6.13,19).
6. Para que a vida de JESUS se manifeste em nosso corpo, proporcionando-nos a felicidade nesta vida.
O apóstolo Pedro declara que CRISTO foi enviado para nos abençoar, no sentido de que cada um se aparte de suas perversidades (At 3.26).
Se cremos que CRISTO sofreu por nós, forçoso nos é admitir que Ele padeceu por estas sublimes finalidades, que são a expressão máxima do seu amor e a segurança da nossa eterna salvação. (Revista CPAD 2 - 1º trimestre de 1994 - Estevam Ângelo de Souza.)

2. A ressurreição de JESUS e a sua vinda em glória.
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao13-jhp-2tr15-a-res...

JESUS PASSOU PELOS LENÇÓIS - Jo 20.8 – Então entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, e viu, e creu.
Lembramos aqui, ao leitor que tudo que João escreveu foi para provar aos incrédulos de sua época que JESUS CRISTO ressuscitou e que era o filho de DEUS (Jo 20.30,31)

Sendo João mais jovem correu mais depressa que Pedro, mas sendo mais reverente parou na entrada, mas quando Pedro chegou, com sua irreverência natural entrou correndo e ficou olhando e estudando o que havia acontecido; João agora entra e se lembra de que JESUS foi embalsamado (Jo 19.38-42) com muita mirra e aloés (cem arréteis = aproximadamente 80 Kg daquele composto) e o envolveram com lençóis como era costume judaico (enrolavam o corpo nos lençóis como múmia) e amarraram, com um lenço o seu queixo à sua cabeça para não ficar aberta a sua boca.
Vendo João que os lençóis estavam arrumados como se um corpo estivera ali dentro e o lenço à parte, separado, no lugar onde estivera antes a cabeça de JESUS, boquiaberto João creu maravilhado de que seu senhor ressuscitara com um corpo glorioso, espiritual e celeste (1 Co 15.44). Só é salvo quem crer nisso, na ressurreição de JESUS (1 Co 15.14, Rm 10.9-13).
O amigo leitor já pensou em ter um corpo assim? Nós teremos um corpo semelhante ao de JESUS quando da sua volta para nos levar para as moradas eternas (1Co 15.48; Rm 8.29,30; 1Jo 3.2).
Pv. Luiz Henrique - 99-99152-0454

A RESSURREIÇÃO DE JESUS É O ALICERCE DA FÉ CRISTÃ. A ressurreição é a chave para a fé cristã. Porque?
(1) Como ele havia prometido, ele ressurgiu dos mortos. Nós podemos estar confiantes, portanto, que ele cumprirá tudo que ele prometeu.
(2) A ressurreição do corpo nos mostra que o CRISTO vivo é soberano no reino eterno de DEUS, não um falso profeta ou impostor.
(3) Nós podemos ter certeza de nossa ressurreição porque ele foi ressuscitado. A morte não é o fim, existe a vida após a morte.
(4) O poder que trouxe JESUS de volta a vida está disponível para nós trazermos o nosso ser espiritual morto de volta a vida.
(5) A Ressurreição é à base do testemunho da igreja para o mundo. JESUS é mais que um líder humano, ele é o Filho de DEUS.

LEITURA BÍBLICA: 1 Coríntios 15:12-28 VERSÍCULO CHAVE: Ora, se se prega que CRISTO foi ressuscitado dentre os mortos, como dizem alguns entre vós que não há ressurreição de mortos?
A NOSSA RESSURREIÇÃO INCLUI O NOSSO CORPO E A NOSSA ALMA.
A maioria dos gregos não acreditavam que o corpo de uma pessoa poderia ser ressuscitado depois da morte. Eles viam a vida após a morte como algo só para a alma. De acordo com filósofos gregos, a alma era a pessoa de verdade presa a um corpo físico, e na morte a alma era liberta. Não havia imortalidade para o corpo, mas a alma entrava num estado eterno. O cristianismo, no entanto, afirma que o corpo e a alma serão unidos depois da ressurreição. A igreja de Corinto estava no coração da cultura grega, desta maneira, muitos crentes tinham dificuldade em acreditar na ressurreição do corpo.

NOSSA RESSURREIÇÃO É CERTA POR CAUSA DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO.
A ressurreição de CRISTO é o centro da fé cristã. Porque CRISTO ressuscitou, como ele havia prometido, nós sabemos que o que ele disse é a verdade – ele é DEUS. Porque ele ressuscitou, nós temos certeza que nossos pecados são perdoados. Porque ele ressuscitou, ele vive e nos representa perante DEUS. Porque ele ressuscitou e venceu a morte, sabemos que nós também ressuscitaremos.

A NOSSA RESSURREIÇÃO É A NOSSA ÚNICA ESPERANÇA PARA A VIDA ETERNA.
Nos dias de Paulo, o cristianismo levava a pessoa à execução, exclusão da família e, em muitos casos, a pobreza. Havia pouca vantagem em ser cristão naquela sociedade. O mais importante, no entanto, é que se CRISTO não tivesse ressuscitado, os cristãos não poderiam ser perdoados pelos seus pecados e não teriam nenhuma esperança de vida eterna.

CRER NA RESSURREIÇÃO DE JESUS É BÁSICO PARA SALVAÇÃO.
É tão importante crer na ressurreição de JESUS que Paulo afirma que aquele que não crê nisso a sua fé é vã e sem sentido.
1Co 15.17 E, se CRISTO não foi ressuscitado, a fé que vocês têm é uma ilusão, e vocês continuam perdidos nos seus pecados. 18 Se CRISTO não ressuscitou, os que morreram crendo nele estão perdidos. 19 Se a nossa esperança em CRISTO só vale para esta vida, nós somos as pessoas mais infelizes deste mundo. 20 Mas a verdade é que CRISTO foi ressuscitado, e isso é a garantia de que os que estão mortos também serão ressuscitados.

Na verdade Paulo nos assegura que para sermos salvos precisamos não só crer na morte expiatória de JESUS, mas também na sua ressurreição dentre os mortos, sendo esta uma exigência de DEUS para nossa justificação, uma condição para sermos salvos.
A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor JESUS, e em teu coração creres que DEUS o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. (Romanos 10:9)
Se CRISTO para você não ressuscitou, sua pregação e fé são vãs - sem valor.
E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé. 1 Coríntios 15:14

O CRISTO glorificado
A visão de Estêvão At 7:55,56
A visão de Paulo At 26:13-15
A visão de João Ap 1:12-16

Provas da Ressurreição
A validade da ressurreição de Cristo baseia-se na certeza da morte e sepultamento de Jesus e no selamento da sepultura, a pedra removida e a sepultura vazia, a condição ordenada dos lençóis, e no registro de dez diferentes aparições físicas do Jesus ressurrecto. As aparições são atestadas em seis relatos -em todos os quatro Evangelhos, em Atos e 1 Coríntios 15:
1. A Maria Madalena (Jo 20.11-18).
2. Às outras mulheres (Mt 28.9,10).
3. A Pedro, em particular (1 Co 15.5; Lc 24.34).
4. A Cleopas e seu companheiro na estrada para Emaús (Lc 24.13-35).
5. A dez dos apóstolos em uma sala trancada (Jo 20.19-25; Lc 24.36-43).
6. A Tomé e aos outros uma semana depois (Jo 20.26-29).
7. A mais de 500 discípulos em uma ocasião (1 Co 15.6). É provável que este fato tenha ocorrido na Galileia, como cumprimento de Mateus 28.7,8 e Marcos 16.7. Esta pode ter sido a mesma ocasião em que o Senhor Jesus encarregou os seus seguidores da grande tarefa de evangelização (Mt 28.16-20).
8. A Tiago, o irmão do Senhor (1 Co 15.7).
9. A sete discípulos perto do Mar da Galileia (Jo 21.1-23).
10. Aos apóstolos e talvez a outros em Jerusalém no momento de sua ascensão (Lc 24.50-52; At 1.4-9).
Outras aparições como estas são mencionadas em Atos 1.3. A Paulo também apareceu como a um abortivo.

OS PROPÓSITOS DA RESSURREIÇÃO
A compreensão natural do homem pecador não está apta a discernir os elevados propósitos de tão extraordinário acontecimento. Temos que ter a mente de CRISTO para avaliar as razões, profundas e misteriosas, de Sua ressurreição.
1. Demonstrar sua divindade.
A não ressurreição de JESUS tê-lo-ia deixado no túmulo, no mesmo nível dos demais homens. Ele teria sido apenas um mortal a mais. Através de Sua ressurreição o Pai declarou solenemente sua divindade (Rm 1.4). Pela ressurreição, CRISTO demonstrou ser impossível à morte detê­lo (At 2.24). Por causa de uma deliberada e amorosa vontade de salvar os homens, o Pai permitiu a JESUS ficar por três dias na região de sombra da morte, mas a sua divindade não lhe permitiu ficar entre os mortos, pois Ele é o Senhor da vida.
2. Aniquilar o medo.
"Não vos atemorizeis" , disse o anjo às mulheres (Mc 16.6). O medo, como estado, paralisa a pessoa, tira o ânimo e conduz à morte.
Foi o medo a primeira conseqüência do pecado: "Tive medo e me escondi " (Gn 3.10). JESUS muitas vezes bradou com autoridade: "Não temas" (Mt 10.26; 14.27;28.10; Mc 5.36; Lc 5.10; 8:50; 12.7; 12.32).
3. Garantir a nossa justificação.
Ao entregar-se à morte, na Cruz do Calvário, JESUS lançou a base do edifício de nossa justificação, que somente se tornou concluído com sua ressurreição (Rm 4.25).
4. Tornar-se as primícias dos que dormem.
Os atuais habitantes do Céu sabem que algum dia, a igreja do Senhor subirá, para lá também habitar. Eles olham para o CRISTO ressuscitado, sentado à destra do Pai e, sabendo que Ele aqui embaixo provou a morte e sobre ela triunfou mediante a ressurreição, sabem também que na sua ressurreição consiste a garantia da nossa. Ele subiu primeiro. Nós subiremos depois.
5. Dinamizar a pregação.
A crença na ressurreição de JESUS, produziu uma nova transformação na vida dos discípulos. Antes eram homens fracos, medrosos e desprezados (Lc 24.37,38). Veja por exemplo o intrépido Pedro, que negou o seu mestre por três vezes. Cf. Lc 22.34,54-60.
Após a ressurreição surgem como propagadores alegres, militantes e agressivos. Será que uma crença equivocada em supostas aparições, produziria uma convicção contagiante como a dos discípulos?
6. Quantos deram suas vidas, defendendo essa ressurreição? Será que morreriam em vão?
Um grande exemplo está marcado na memória do mundo, o Coliseu, em Roma, palco do derramamento do sangue de milhares de cristãos que testificaram assima morte e ressurreição de JESUS.

CONCLUSÃO
JESUS De Nazaré, se autodenominava “O Filho Do Homem”, sendo DEUS veio ao mundo em forma humana. Sua Entrada No Mundo deveria ser como de outro homem qualquer, através do nascimento físico, de uma mulher. Do mesmo modo que todos os seres humanos teve seu desenvolvimento humano e espiritual. Seu Ministério E Caráter foram de uma perfeição suprema. JESUS teve caráter exemplar, perfeito. Na Prática, Seu Caráter É Referência Para A Igreja. Sua Morte, sua Ressurreição e sua Volta certa para nos buscar estão registradas na Bíblia. A Morte De CRISTO é Exemplo Supremo De Amor verdadeiro e supremo. Aguardamos com expectativa a Ressurreição De JESUS E A Sua Vinda Em Glória para nos buscar.

Exemplo de JESUS - AMOR - Tudo se resume a amar.

E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento.
E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas. Mateus 22:37-40

Alguns comentários extras
JESUS nasceu em uma manjedoura e morreu numa cruz. Seu púlpito inicial foi de pobreza absoluta e seu púlpito final foi de desprezo, sofrimento e dor - A Cruz.
JESUS amava tanto que passava metade de seu tempo curando e libertando as pessoas. Curava a todos. Até os mortos não permaneciam mortos perto Dele.
JESUS não pregou o evangelho da graça - pregou o evangelho do reino de DEUS.
Ele, porém, lhes disse: Também é necessário que eu anuncie a outras cidades o evangelho do reino de Deus; porque para isso fui enviado. Lucas 4:43
E, depois que João foi entregue à prisão, veio Jesus para a Galiléia, pregando o evangelho do reino de Deus, Marcos 1:14
E aconteceu, depois disto, que andava de cidade em cidade, e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do reino de Deus; e os doze iam com ele, Lucas 8:1
Na Grande Tribulação e no milênio diferente de nossa época que pregamos o evangelho da graça.
Na Grande Tribulação, evangelho do reino novamente e no Milênio Evangelho Eterno .
Reino porque vai começar o milênio e JESUS estará governando.
Depois, no milênio, evangelho eterno, porque depois do milênio só a eternidade, ou na nova terra e novos céus ou no lago de Fogo e Enxofre.
Mt:9.35-36 - E percorria Jesus todas cidades e aldeias ensinando nas sinagogas deles, e pregando o EVANGELHO DO REINO DE DEUS e curando todas as enfermidades e moléstias entre
Nós pregamos o evangelho da Graça de DEUS - O que é graça? é JESUS morrendo por nós na Cruz, levando sobre Ele nosos pecados, doenças, enfermidades .(Is 53.4, 5, 12) e maldições (Gl 3.13).e depois ressuscitando,
E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo, Apocalipse 14:6
Nosso período é da graça. Grande Tribulação é de Juízo - Milênio é de governo do próprio JESUS - Última oportunidade, para quem estiver vivo na época, é claro.

JESUS É O PROMETIDO EM Gn 3.15 - E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.

:4-6

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