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Lição 4 - O Senhor e Salvador Jesus Cristo Pr. Henrique - EBD NA TV

Lição 4, O Senhor e Salvador JESUS CRISTO
3º Trimestre de 2017 - Título: A Razão da Nossa Fé: Assim Cremos, assim Vivemos
Comentarista: Pr. Pres. Esequias Soares, Assembleia de DEUS, Jundiaí, SP
Complementos, ilustrações e vídeos: Pr. Luiz Henrique de Almeida Silva - 99-99152-0454

TEXTO ÁUREO
"Disse-lhe JESUS: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim." (Jo 14.6).

VERDADE PRÁTICA
Cremos no Senhor JESUS CRISTO, o Filho Unigênito de DEUS, plenamente DEUS, plenamente Homem e o único Salvador do mundo.

LEITURA DIÁRIA
Segunda - Jo 3.16-18 JESUS é o Filho Unigênito de DEUS
Terça - Rm 1.3,4 JESUS é o verdadeiro DEUS e o verdadeiro homem
Quarta - Is 7.14; Mt 1.20,23 JESUS foi concebido pelo ESPÍRITO SANTO e nasceu da virgem Maria
Quinta - Hb 10.12 A morte de JESUS foi expiatória
Sexta - Rm 8.34 JESUS ressuscitou dentre os mortos e intercede por nós
Sábado - At 1.9 JESUS subiu aos céus

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - João 1.1-14
1 - No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com DEUS, e o Verbo era DEUS. 2 - Ele estava no princípio com DEUS. 3 - Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. 4 - Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens; 5 - e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. 6 - Houve um homem enviado de DEUS, cujo nome era João. 7 - Este veio para testemunho para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele. 8 - Não era ele a luz, mas veio para que testificasse da luz. 9 - Ali estava a luz verdadeira, que alumia a todo homem que vem ao mundo, 10 - estava no mundo, e o mundo foi feito por ele e o mundo não o conheceu. 11 - Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. 12 - Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de DEUS: aos que creem no seu nome, 13 - os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de DEUS. 14 - E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.

Resumo rápido do Pr. Henrique da Lição 4, O Senhor e Salvador JESUS CRISTO
INTRODUÇÃO
Jamais conseguiríamos um estudo completo sobre JESUS. Temos alguns vislumbres de Sua identidade nos evangelhos e em partes da Bíblia. Como desejamos saber mais sobre nosso amado Salvador e Senhor JESUS. Vamos nos esforçar por aprendermos um pouco sobre a verdadeira identidade de JESUS nesta lição.

I - O FILHO UNIGÊNITO DE DEUS
1. O Filho de DEUS.
"Estes, porém, foram escritos para que creiais que JESUS é o CRISTO, o Filho de DEUS, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome" (Jo 20.31).
Aqui o contexto são os vários sinais, prodígios e maravilhas que JESUS realizou,comprovando assim sua deidade.
Homens israelitas, escutai estas palavras: A Jesus Nazareno, homem aprovado por Deus entre vós com maravilhas, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis; Atos 2:22
Filho de DEUS - Tanto é filho de DEUS no sentido de ser DEUS mesmo, como é Filho de DEUS por se tornar homem por um nascimento milagroso, concebido pelo ESPÍRIRO SANTO e receber o ESPÍRITO SANTO e se tornar filho de DEUS como nós o somos e até somos co-herdeiros com Ele das mesmas promessas.
E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados. Romanos 8:17

"Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu" (Is 9.6).
COMO DEUS já existia e sempre existiu, mesmo quando esteve em forma humana. O Filho foi gerado desde a eternidade (Jo 17.5, 24), pois transcende a criação: "E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele" (Cl 1.17).
Por isso convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote naquilo que é de DEUS, para expiar os pecados do povo. Hebreus 2:17
Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; Filipenses 2:7
COMO HOMEM - Nasceu de Maria, concebido pelo ESPÍRITO SANTO, para viver como homem na Terra e levar sobre ELE nossos pecados, doenças, enfermidades e maldições. Veio para nos salvar. Morreu em nosso lugar, a nossa morte. Venceu a morte, o pecado e Satanás.

Filho de DEUS
O nome "Filho de DEUS" é usado variadamente no Antigo Testamento. Aplica-se a Israel como nação (Ex 4.22; Os 11.1); ao rei prometido da casa de Davi (2 Sm 7.14; Sl 89.27); aos anjos (Jó 1.6; 38.7; Sl 29.1);e às pessoas piedosas em geral (Gn 6.2; Sl 73.15; Pv 14.26). No Novo Testamento JESUS apropria-se do nome, e os seus discípulos e até os demônios ocasionalmente lhe atribuíram esse nome ou o trataram por ele. O nome, quando aplicado a CRISTO, tem sentido diversificado. Por exemplo:
a) No Sentido Natalício
Serve para designar que a natureza humana de CRISTO teve sua origem na direta atividade sobrenatural de DEUS, e, mais particularmente, do ESPÍRITO SANTO. Em Lucas 1.35, o nome "Filho de DEUS" claramente indica este fato.
b) No Sentido Oficial ou Messiânico
Neste caso, o tratamento "Filho de DEUS" descreve mais o ofício do que a natureza de CRISTO. O Messias é freqüentemente chamado o Filho de DEUS, como seu herdeiro e representante. Os demônios evidentemente assim usaram esse nome (Mt 8.29; 24.36; Marc 13.32).
c) No Sentido Trinitário
Aqui o nome "Filho de DEUS", serve para designar o CRISTO como a segunda pessoa da Trindade augusta. É o sentido mais profundo em que se usa o nome. JESUS mesmo, invariavelmente, emprega o nome nesse sentido específico (Mt 11.27; 14.28-33; 16.16; 21.33-46; 22.41-46; 26.63).
Manual de Doutrina Cristã – Co-edição Luz para o Caminho e Ceibel – Págs. 159-162.

2. Significado.
Quando JESUS se declarou Filho de DEUS, Ele estava reafirmado sua divindade, e os judeus entenderam perfeitamente a mensagem (Jo 5.17,18). O Mestre disse: "Eu e o Pai somos um" (Jo 10.30). E, mais adiante, no mesmo debate com os judeus, JESUS esclareceu o que significa ser Filho de DEUS: "àquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo, vós dizeis: Blasfemas, porque disse: Sou Filho de DEUS?" (Jo 10.36). Alegar que JESUS não é DEUS, mas o Filho de DEUS apenas, como fazem alguns, é uma contradição.
Algumas seitas afirmam que JESUS só era homem e não DEUS. Exemplo disso são os Testemunhas de Jeová.
JESUS já era DEUS antes da criação da Terra - Sempre foi DEUS. Na trindade sempre foi filho de DEUS.
No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. João 1:1
JESUS na Terra era filho de DEUS em sua concepção pelo ESPÍRITO SANTO, era filho de DEUS desde o ventre de Maria. Foi cheio do ESPÍRITO SANTO e guiado por ELE aqui na Terra.
JESUS é o mesmo tempo 100% DEUS e ao mesmo tempo 100% DEUS.
E o ESPÍRITO SANTO desceu sobre ele em forma corpórea, como pomba; e ouviu-se uma voz do céu, que dizia: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo. Lucas 3:22
E JESUS, cheio do ESPÍRITO SANTO, voltou do Jordão e foi levado pelo ESPÍRITO ao deserto; Lucas 4:1
JESUS não usou de suas prerrogativas divinas, mas nunca deixou de ser DEUS. Ele falava como DEUS, deu testemunho de DEUS, se auto-identificou como DEUS, só não realizou obras como DEUS porque em tudo se fez semelhante aos homens para nos salvar, mas realizou as obras de DEUS por intermédio do ESPÍRITO SANTO que nele estava.
O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados de coração, Lucas 4:18
E Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto; Lucas 4:1
Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; Filipenses 2:7

3. Significado de "unigênito" (v.14b).
E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. João 1:14
μονογενης - monogenes - Dicionário Strong
1) único do seu tipo, exclusivo (como DEUS - mesmo - meu acréscimo)
1a) usado para os filhos ou filhas únicos (visto em relação a seus pais)
1b) usado de CRISTO, denota o único filho nascido de DEUS (como homem - concebido do ESPÍRITO SANTO - meu acréscimo).

Quando empregado em relação a JESUS o termo Unigênito, não significa único filho gerado em algum dia, mas significa único igual ao PAI e ao ESPÍRITO SANTO, sendo a segunda pessoa da trindade divina. Não há outro como ELE fora de DEUS.
Quando JESUS se refere ao ESPÍRITO SANTO o chama de outro consolador - παρακλητος - parakletos - em tudo semelhante, de uma mesma essência, de uma mesma substância. JESUS disse que seria substituído por outro igual a ELE na verdade.
consolador - παρακλητος parakletos - Strong
Se diz do Santo Espírito, destinado a tomar o lugar de Cristo com os apóstolos (depois de sua ascensão ao Pai), a conduzi-los a um conhecimento mais profundo da verdade evangélica, a dar-lhes a força divina necessária para capacitá-los a sofrer tentações e perseguições como representantes do reino divino.

Somente alguém que conhece completamente o Pai pode torná-lo totalmente conhecido. “Ninguém conhece o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar” (Mt 11.27; veja Lc 10.22).
Nas outras ocasiões em que o verbo exêgeomai aparece no NT (todas nos escritos de Lucas), ele significa contar ou narrar (Lc 24.35, At 10.8, 15.12,14, 21.19), e è este o seu significado no fim de João 1.18; podemos usar uma palavra em português derivada do verbo grego e dizer que o Filho é o “exegeta” do Pai. Originalmente, o verbo foi composto de hêgeomai (“guiar”) prefixado de ex. Um erudito francês (M.-E.Boismard) traduz a frase com o sentido etimológico do verbo: Ninguém jamais viu o Pai a não ser o unigênito.

UNIGÊNITO
Unigênito de DEUS até morrer e ressuscitar - De lá para cá é o primogênito. DEUS só tinha um filho. Após sua morte e ressurreição JESUS gerou muitos filhos para DEUS, irmãos e co-herdeiros com JESUS das mesmas promessas.
JESUS era o único filho de DEUS na Terra quando aqui estava - Era antes de chegar e continuou sendo depois. Quando morre na cruz por nós e ressuscita vai gerar muitos filhos para DEUS.
DEUS nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou. João 1:18
Nisto se manifestou o amor de DEUS para conosco: que DEUS enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos. 1 João 4:9
E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. João 1:14
Porque DEUS amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3:16
Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de DEUS. João 3:18
PRIMOGÊNITO
E outra vez, quando introduz no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de DEUS o adorem. Hebreus 1:6 Outra vez é quando vai ao céu e volta depois de ressuscitar.
E outra vez: Porei nele a minha confiança. E outra vez: Eis-me aqui a mim, e aos filhos que DEUS me deu. Hebreus 2:13
Agora JESUS tem muitos irmãos.
JESUS gerou muitos filhos para DEUS, agora não é mais unigênito, mas primogênito.
Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto. João 12:24
O qual é imagem do DEUS invisível, o primogênito de toda a criação; Colossenses 1:15
E outra vez, quando introduz no mundo o primogênito, diz:E todos os anjos de DEUS o adorem. Hebreus 1:6
E deu à luz a seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem. Lucas 2:7
E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência. Colossenses 1:18
Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. Romanos 8:29
E da parte de JESUS CRISTO, que é a fiel testemunha, o primogênito dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra. Àquele que nos amou, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados, Apocalipse 1:5

Quando JESUS saiu do túmulo disse a Maria que iria subir para o PAI e depois de falar com ela subiu -
Confere - Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória. Quem é este Rei da Glória? O Senhor forte e poderoso, o Senhor poderoso na guerra. Levantai, ó portas, as vossas cabeças, levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória. Quem é este Rei da Glória? O Senhor dos Exércitos, ele é o Rei da Glória. (Selá.) Salmos 24:7-10
Depois sobe e recebe do PA todo poder no céu e na Terra.
Confere - E, chegando-se JESUS, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. Mateus 28:18
Depois aparece aos discípulos por 40 dias. Nestes 40 dias foi introduzido de novo na Terra e quando aparece aos discípulos e lhes assopra o ESPÍRITO SANTO é tornando-os filhos de DEUS (para ser filho precisa ser parecido com o PAI, precisa nascer de Novo, precisa receber o ESPÍRITO SANTO).
Agora DEUS não tem só JESUS como filho na Terra, mas tem os discípulos também e logo os outros seguidores de JESUS se tornam filhos também (assim como nós - pela fé em que JESUS morreu e ressuscitou).
E de lá para cá todos são salvos por esta mesma graça e pela mesma fé são justificados e se tornam filhos de DEUS.
Confere - E, havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o ESPÍRITO SANTO. João 20:22
A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor JESUS, e em teu coração creres que DEUS o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Romanos 10:9
Outra vez é outra vez.
Primeira vez o introduz - o coloca na terra como homem. ELE morre e ressuscita e volta depois à Terra para falar com os apóstolos e mostrar-lhes que ressuscitou.
Fica 40 dias aparecendo a eles.
Confere - Aos quais também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias, e falando das coisas concernentes ao reino de DEUS. Atos 1:3

JESUS ao perdoar pecados não estava usando suas prerrogativas divinas. ELE nunca na terra, enquanto apenas homem, usou de suas prerrogativas divinas, pois se o fizesse não poderia nos salvar. Você sabia que pode perdoar pecados também? Tudo o que JESUS fez como homem podemos fazer. JESUS perdoou quem lhe ofendeu - Quem ofende a DEUS ofende a JESUS - nós perdoamos também a quem nos ofende. Não perdoamos pecados referentes a DEUS e aos outros, nem podemos perdoar nossos próprios pecados, mas perdoamos de quem nos ofende.
Confere - Aqueles a quem perdoardes os pecados lhes são perdoados; e àqueles a quem os retiverdes lhes são retidos. João 20:23
Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas. Mateus 6:15
O MESMO ESPÍRITO SANTO QUE ESTAVA EM JESUS O GUIANDO E DANDO-LHE PODER, É O MESMO ESPÍRITO SANTO QUE ESTÁ EM NÓS. Aqueles a quem perdoardes os pecados lhes são perdoados; e àqueles a quem os retiverdes lhes são retidos. João 20:23 Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai. João 14:12

Já estudamos trindade e sabemos que filho também significa da mesma essência, mesmo DEUS. Mas também significa filho mesmo. JESUS é filho também como homem que se tornou e nós somos seus irmãos neste sentido. Co-herdeiros com Ele das mesma promessas. SÃO DOIS SENTIDOS QUE TEMOS QUE ENTENDER. FILHO DEUS E FILHO HUMANO.
Confere - Porque, assim o que santifica, como os que são santificados, são todos de um; por cuja causa não se envergonha de lhes chamar irmãos, Hebreus 2:11
A saber, que os gentios são co-herdeiros, e de um mesmo corpo, e participantes da promessa em CRISTO pelo evangelho; Efésios 3:6
E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de DEUS, e co-herdeiros de CRISTO: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados. Romanos 8:17

UNIGÉNITO - Charles F. Pfeiffer, Howard F. Vos, John Rea - Dicionário Bíblico Wycliffe
O termo grego monogenes significa "único de seu tipo", "único", "singular", "unigênito". Este termo é usado no NT com relação a um filho único (Lc 7.12; 8.42; 9.38; Hb 11.17). E usado em relação a CRISTO no sentido de que Ele é o único Filho de DEUS (Jo 1.14,18; 3.16,18; 1 Jo 4.9). A raiz da palavra grega, de acordo com a opinião atual de cuidadosos especialistas lexigráficos, não é gennao, "procriar ou gerar", mas genos, e portanto seu significado é "o único de seu tipo" ao invés de o único nascido. No Concílio de Nicéia, os defensores ortodoxos da fé contra Ário parecem não ter entendido isto, e, por esta razão, discutem a existência eterna de CRISTO ao invés do significado da palavra, isto é, sua existência, sempre única, como o Filho. (veja J. O. Buswell, Jeremias., Systema-tic Theology, I, 110-111). Bibliografia. F. Buchsel, "Monogenes", TDNT, IV, 737-741. R. A. K.

II - A DEIDADE DO FILHO DE DEUS
1. O Verbo de DEUS (Jo 1.1).
O VERBO (Jo 1.1, NTLH). JESUS é mais do que expressão falada: ele é DEUS em ação, criando (Gn 1.3), se revelando (Jo 10.30) e salvando (Sl 107.19-20; 1Jo 1.1-2).
Comentário Esperança NT Completo - O MISTÉRIO DA PESSOA DE JESUS – João 1.1-5
Jo 1:1-5– No princípio era o Verbo (o Logos), e o Verbo (o Logos) estava com DEUS, e o Verbo (o Logos, por espécie) era DEUS.
O propósito é relatar sobre a maior grandeza que existe no mundo, sobre aquilo que é a única magnitude realmente grande e importante, JESUS CRISTO, seu viver, falar, atuar, sofrer, morrer e ressurgir.

JESUS não apenas concede água, pão, vida, ressurreição. JESUS pessoalmente é tudo isso. Ele apenas tem condições de “dá-lo” verdadeiramente a nós porque ele próprio o é por essência. Por isso, João não consegue expressar o mistério da pessoa de JESUS em apenas breves palavras, como Marcos. Precisa dizer mais a respeito. Por essa razão, começa pelo começo, porém aquele começo que é “o princípio” em sentido último, aquele “princípio” com o qual começa, por isso, também a Bíblia: “No princípio, criou DEUS os céus e a terra” (Gn 1.1).

Naquele princípio já “era” ele, a quem conhecemos como JESUS CRISTO e do qual há de falar todo o escrito de João. Ele não foi formado somente naquele tempo, junto com tudo o que foi criado, nem tampouco é o ápice maior da criação. Não, ele já “estava” lá, “estava com DEUS”. É por isso que seu lugar é ao lado de DEUS, não ao lado do que foi criado: Ele era “DEUS por espécie”. E é salientado mais uma vez: “Este estava no princípio com DEUS.” Nessa afirmação, o termo demonstrativo “este” e toda a repetição da primeira declaração podem conter uma conotação de exclusão e defesa, mais uma vez precisamente em relação à gnose. Não foram quaisquer outros entes e poderes que estiveram no princípio com DEUS; não, apenas “este” estava, apenas este único.
Independente do que viermos a ler sobre JESUS, independente de como pronunciarmos o nome JESUS, precisamos saber: JESUS é aquele que certamente está diante de nós como pessoa integral e que não obstante é totalmente diferente de todos nós, também dos maiores e mais nobres entre nós, em sua natureza. JESUS diz isso pessoalmente, em seu modo singelo e, apesar disso, radical: “E prosseguiu: Vós sois cá de baixo, eu sou lá de cima; vós sois deste mundo, eu deste mundo não sou” (Jo 8.23; sobre isso, cf. Jo 8.58; 17.5; 17.24).
1 No entanto, João na verdade cita o nome “JESUS” somente no v. 29, embora já no v. 17 forneça um primeiro indício dele. Afinal, JESUS ainda está para se tornar pessoa humana, e isso constitui um evento fundamental da história da salvação. Agora, “no princípio”, é preciso falar de forma diferente de JESUS, a fim de expor diante de nós o mistério de sua pessoa. “No princípio era o Logos, o ‘Verbo’”.
“O Logos, o Verbo” –JESUS não foi chamado assim nenhuma outra parte do NT (com exceção de Ap 19,13). Tampouco no presente evangelho esse título retorna. Entre as grandiosas declarações de JESUS, nenhuma diz: “Eu sou o Verbo.” Por que neste começo do evangelho João sintetizou todo o mistério de JESUS nessa expressão? O que foi que ele compreendeu por “Logos”, o “Verbo”? A pesquisa histórica examinou com grande afinco onde essa expressão “o Verbo”, “o Logos”, ocorre no mundo contemporâneo judaico, grego e oriental do NT e o que significa ali. João declara: Tudo o que vocês possam ter imaginado ou presumido até agora sobre o “Logos” aparece com clareza e realidade plena somente em JESUS CRISTO. Somente em JESUS vocês encontram o que vocês presumiam, imaginavam e buscavam.
Desde o começo da Bíblia o criar, governar, julgar, dirigir e presentear de DEUS acontece constantemente por meio de seu “falar”, de sua “palavra”. Portanto, no AT fala-se muitíssimo do “Verbo” de DEUS.
O que era “no princípio”, quando DEUS “falou”, vocês não precisam mais deduzir pessoalmente. Está diante de vocês de forma palpável em JESUS.
João captou que esse “Verbo”, através do qual DEUS falou de forma criadora e, depois, repetidamente em forma de mandamento e de dádiva, é realmente uma pessoa autônoma em DEUS (como Pv 8.22ss expressa acerca da “sabedoria” de DEUS). João foi capaz de captar isso porque havia reconhecido JESUS como esse “Verbo”. E agora ele o anuncia a Israel, requestando e convocando para a fé: O “Verbo”, sobre o qual vocês têm conhecimento e falam muito, está presente em JESUS com toda a sua verdade e graça, precisamente para vocês. E declara-o à igreja de forma a esclarecê-la e alegrá-la: JESUS, no qual vocês crêem, é ainda maior e mais glorioso do que muitos de vocês pensam. Ele é o “Verbo” de DEUS, que já estava no princípio com DEUS”.
Será que João é realmente o único com essa mensagem no primeiro cristianismo, de modo que na verdade temos de ser cautelosos em acompanhá-lo? Não, Paulo também fez a mesma coisa em termos de conteúdo quando citou afirmações de Moisés de Dt 30.11-14 em Rm 10.6ss, reconhecendo JESUS CRISTO na “palavra” de que Moisés falava naquele texto. E também Hb 1.1-3 mostra que outros mestres do cristianismo compreenderam JESUS como a “palavra”, pela qual DEUS se expressa integralmente diante de nós.
É justamente a partir desse dado que se descortina a compreensão para as afirmações de João. Sabemos o que significa a “palavra” em nosso relacionamento mútuo. Somente por intermédio da “palavra” existe a ligação de pessoa para pessoa. Sim, ao fazer uso da palavra, eu mesmo de fato me torno “pessoa” em sentido pleno.
DEUS se expressa, quando o quer, de modo perfeito. Para isso ele não precisa de palavras numerosas e sempre renovadas. “Uma vez por todas”, como a carta aos Hebreus gosta tanto de afirmar (Hb 7.27; 9.12; 10.10), ele atesta todo o seu coração e toda a sua natureza por meio de uma única palavra. E essa “palavra” não é um som, uma série de letras, mas uma pessoa, assim como o próprio DEUS é pessoa. Esse “Verbo” pronunciado por DEUS antes de todos os tempos agora aparece autonomamente ao lado de DEUS, mas ao mesmo tempo não é nada diferente de DEUS em sua essência. João destaca isso especialmente pelo fato de que em sua afirmação “O Verbo estava com DEUS” o “com” não apenas designa uma circunstância meramente espacial, mas faz soar a conotação de um íntimo “em direção de”. Aquele que é “o Verbo”, é “DEUS por espécie”, mas não está simplesmente “ao lado de” DEUS, mas permanece constantemente voltado “em direção de DEUS” em todo o seu ser, integralmente relacionado com DEUS e Pai, de cujo eterno “falar” se originou.
Nos v. 14 e 18 (e numerosas vezes mais tarde) esse “Verbo” enquanto “imagem de DEUS” (Cf. Cl 1.15; 2Co 4.4; Hb 1.3) também é chamado de “Filho”, o “único filho” do Pai, que “está no seio do Pai”. Contudo, é significativo que neste começo João não empregue o termo “Filho”, e sim a expressão “o Verbo”. Com a ilustração do “Verbo” proferido pelo Pai, o mistério de JESUS foi revelado com clareza e pureza e seu relacionamento com o Pai foi descrito em contraste com todos os mitos gentílicos.
JESUS, o “Filho”, o “Verbo”, é totalmente unido com o Pai e ao mesmo tempo é distinto dele, tendo vida independente. Apesar disso, não se trata de dois deuses lado a lado. Existe somente o único DEUS verdadeiro e vivo. Esse DEUS, no entanto, como DEUS vivo, não é uma unidade rígida e oca. Ele vive em três “pessoas”, uma das quais é o “Filho”. Justamente no testemunho de João a respeito do Filho, que é o “Verbo” no qual DEUS se expressou cabalmente e que por isso é totalmente um com DEUS e que ao mesmo tempo, como palavra “proferida” possui uma vida própria, o mistério pode tornar-se concreto e compreensível para nós, na proporção em que isso for de fato possível. As frases de João começam a brilhar e falar: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com DEUS, e o Verbo era DEUS. Este estava no princípio com DEUS.”
Sendo JESUS, o Filho, o “Verbo” segundo sua verdadeira natureza, também define-se de antemão o relacionamento correto das pessoas em relação a ele. O “Verbo” requer ser “ouvido”, e procura pela “fé” que se abre para ele e confia nele, obedecendo-lhe. É em torno disso, então, que girará a grande luta no evangelho, que testemunhamos capítulo após capítulo. E a partir dessa sua primeira frase João tem condições de declarar corretamente no final de sua obra que a fé em JESUS foi o alvo de todo o seu escrito (Jo 20.31).
3 A seriedade com que tudo isso é proferido evidencia-se no v. 3. Se ele, que é “o Verbo”, já “estava com DEUS” “no princípio” de todo o tempo e espaço e de todas as coisas, então esse mesmo Verbo tem de ser participante da criação. Assim como a formulação “no princípio” aponta para o relato bíblico da criação, assim João pensa agora em como toda a criação de DEUS aconteceu através de seu “falar”, de seu “Verbo”. “E disse DEUS…”, soa repetidamente ao longo do relato da criação. A criação, portanto, aconteceu através dele, que em sua natureza é totalmente “a palavra de DEUS”. É por isso que João testifica: “Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez.”
A expressão “todas as coisas” tem um sentido abrangente e está associada à palavra “universo”. O universo foi criado por JESUS e, com isso, também para ele. Também aquelas galáxias, aqueles sistemas de vias lácteas, que abrangem milhões de sóis a uma distância de milhões de anos-luz, foram criados por meio de JESUS e estão em correlação com ele e sua obra, mesmo que agora nós ainda não reconheçamos isso. Com isso nos são reveladas toda a magnitude e importância de JESUS, e ao mesmo tempo isso nos conforta, nós que lhe pertencemos, onde quer que estejamos no âmbito da criação. A mediação de JESUS não é desencadeada apenas por ocasião do pecado. O “Filho” não está inativo junto de DEUS até que a miséria de nossa perdição o chame à ação. Ele é Mediador da criação, assim como é Mediador da redenção. E ele é uma coisa justamente por ser também a outra.

VERBO - 1. JESUS, O VERBO DE DEUS (CRISTOLOGIA - A doutrina de JESUS CRISTO)
JESUS, O VERBO DE DEUS
NO PRINCÍPIO, ERA O VERBO, E O VERBO ESTAVA COM DEUS, E O VERBO ERA DEUS... E O VERBO SE FEZ CARNE E HABITOU ENTRE NÓS, E VIMOS A SUA GLÓRIA, COMO A GLÓRIA DO UNIGÊNITO DO PAI, CHEIO DE GRAÇA E DE VERDADE
JOÃO 1.1, 14
O apóstolo João começa seu evangelho apresentando JESUS como o Verbo de DEUS. Ele usa o termo grego logos, que a maioria de nossas versões traduz por “Verbo” ou “Palavra”. Ele emprega esse vocábulo apenas no prólogo, duas vezes (Jo 1.1, 14 ), e não no resto do evangelho, pois relata a história do JESUS Homem, o Verbo feito Carne. O apóstolo emprega, ainda, o referido termo em sua primeira epístola (1 Jo 1.1 ) e em Apocalipse 19.13. Trata-se de uma palavra que exige explicação para tornar-se compreensível ao povo na atualidade, entretanto, era conhecida aos leitores da época.
O LOGOS
“Logos” é, em si mesmo, um termo de cunho filosófico e raro na literatura homérica, mas de significado amplo na filosofia. Marilena Chauí, em seu livro Introdução à História da Filosofia, vol. 1, apresenta dezenas de significados, entre eles: “palavra, razão, pensamento, expressão” (CHAUI, 2003, vol. I, p. 504). Segundo Heráclito, o Logos era um princípio divino que governava o universo e impedia que o mundo, em constante mutação, se tornasse o caos. Era a capacidade do homem pensar e raciocinar, de discernir entre o bem e o mal. O conhecimento da verdade provém do Logos, dizia que era a Mente de DEUS. São vários os conceitos filosóficos do termo: para os sofistas, era o poder do pensamento, da fala e da persuasão, chegando a ser, predominantemente, a razão humana; para Aristóteles, era a fonte da virtude humana “já que as ações estão determinadas pelo entendimento, e é pela fala que chegamos ao entendimento” (KITTEL, 1993, vol. 4, p. 84).
Segundo o conceito desenvolvido pelos estóicos, o Logos é “a alma inteligente, interior, autoconsciente e universal, da qual a nossa razão é parte” (PFEIFFER; HOWARD; REA, 2006, p. 1176) e “expressa a natureza ordenada e teleologicamente1 orientada do cosmos” (KITTEL, 1993, vol. 4, p. 84). O estoicismo estava muito em voga no primeiro século da Era Cristã. O apóstolo Paulo encontrou-se com eles no areópago, em Atenas (At 17.18, 19). Segundo Filo de Alexandria (30 A.C. - 50 D.C.), o Logos divino era “uma figura mediadora que procede de DEUS, que forma um laço entre o DEUS transcendente e o mundo, e representa a humanidade como sumo sacerdote e advogado diante de DEUS. É a suma e o lugar do poder criador de DEUS, e como tal, ordena e governa o mundo visível” (KITTEL, 1993, vol. 4, p. 88).
Justino, o Mártir (100-165), afirmava que as sementes da sabedoria divina foram semeadas por todo o mundo, portanto, os cristãos podiam encontrar lampejos da verdade divina por toda parte, ou seja, na filosofia secular da Grécia. É a doutrina do Logos Spermatikos, “Palavra Germinadora”, isso significa que cada homem recebeu em seu intelecto um germe do Logos.
Nós recebemos o ensinamento de que CRISTO é o unigênito de DEUS e indicamos que ele é o Verbo, do qual todo o gênero humano participou. Portanto, aqueles que viveram conforme o Verbo são cristãos, quando foram considerados ateus, como sucedeu entre os gregos com Sócrates, Heráclito e outros semelhantes (Apologia I, 1995, 46.2,3).
Com efeito, tudo o que os filósofos e legisladores disseram e encontraram de bom foi elaborado por eles pela investigação e intuição natural, conforme a parte do Verbo que lhe coube. Todavia, como eles não conheceram o Verbo inteiro, que é CRISTO, eles freqüentemente se contradisseram uns aos outros (Apologia II, 1995, 10.2,3).
Portanto, tudo o que de bom foi dito por eles, pertence a nós, cristãos, porque nós adoramos e amamos depois de DEUS, o Verbo, que procede do mesmo DEUS unigênito e inefável. Todos os escritores só puderam obscuramente ver a realidade, graças à semente do Verbo neles ingênita (Apologia II, 1993, 13.4, 5).
O termo hebraico é דָּבָר (dābār), “palavra, fala, discurso, coisa” (HARRIS; ARCHER, JR.; WALTKE, 1998, p. 292), traduzida na Septuaginta alternadamente por λόγος e ῥῆμα (logos e rhēma). Esses vocábulos gregos são usados nela como sinônimos, sendo que rhēma é mais comum no Pentateuco, Josué, Juízes, Rute e Jó. Para o judeu ou qualquer oriental da antiguidade, a palavra não era um mero som, mas algo de existência independente e cheio de poder (Sl 33.6; 107.20; 147.15; Jr 23.29). Veja que a palavra de Isaque, quando abençoou a Jacó, não podia mais voltar atrás (Gn 27.33).

“E o Verbo era DEUS” (Jo 1.1c). A idéia nesse versículo é progressiva, uma declaração vai esclarecendo a anterior até culminar com a declaração enfática “e o Verbo era DEUS”. Se o prólogo do evangelho João (1.1-14) fosse o único lugar nas Escrituras em favor da divindade do Verbo já teríamos subsídios suficientes, entretanto, essa doutrina é ensinada em todo o contexto bíblico. JESUS é DEUS igual ao Pai (Jo 5.18, 10.30; Cl 2.9).
Ele é apresentado como Criador de todas as coisas: “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3). O Criador do mundo agora estava ele entre os homens: “estava no mundo e o mundo foi feito por ele” (Jo 1.10); como Vida e Luz: “nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens” (Jo 1.4). Tanto o Pai como o Filho são a fonte da vida: “amando o SENHOR, teu DEUS, dando ouvidos à sua voz e te achegando a ele; pois ele é a tua vida” (Dt 30.20); “como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo” (Jo 5.26).
Vida é contrário de morte, de destruição, e a vida que JESUS veio trazer é a vida eterna, não simplesmente pela sua duração, mas pela sua qualidade, é a vida de DEUS cheia de gozo e alegria, oferecida a todos os pecadores que se arrependerem de seus pecados. JESUS disse: “eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6). No penúltimo capítulo do evangelho de João, o apóstolo declara “que JESUS é o CRISTO, o Filho de DEUS, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (Jo 20.30).
Luz é um atributo divino, é verdade que JESUS ensinou no Sermão do Monte que seus discípulos são “a luz do mundo” (Mt 5.14), mas não temos luz própria. Assim, como a lua reflete na Terra a luz do sol, da mesma maneira nós refletimos para o mundo a luz de CRISTO. Todo o contexto bíblico mostra e ensina de maneira enfática e expressa que DEUS é Luz (1 Jo 1.5), que “habita na luz inacessível” (1 Tm 6.16). Esse termo aparece mais de 20 vezes no evangelho de João, e JESUS é apresentado nele como a luz do mundo: “Falou-lhes, pois, JESUS outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8.12). No relato da Criação afirma que DEUS, pelo poder de sua Palavra, fez aparecer a luz, que desfez o caos (Gn 1.2,3). O Senhor JESUS é a “luz que alumia a todo o homem que vem ao mundo” (Jo 1.9) e desfaz o caos da vida humana.

2. Reações à divindade de JESUS.
Um dos pontos relevantes da doutrina Cristológica, consiste da afirmação, segundo a qual JESUS CRISTO possui dupla natureza, o que o faz cem por cento DEUS e cem por cento homem. Apesar disto, não poucas vozes, ao longo dos séculos, se têm levantado contra esta verdade. Dentre os movimentos que no decorrer da história da Igreja se insurgiram contra a doutrina das duas naturezas de CRISTO, se destacam os seguintes:
1.O Gnosticismo
O gnosticismo compreende a fusão de elementos culturais colhidos de diversos gêneros ou opiniões, até mesmo antagônicas, filosófico religiosas. Surgiu no I Século da nossa Era. Independentemente de classe, quanto à pessoa de CRISTO, o gnosticismo procurava explicá-lo em termos filosófico pagãos, ou da "teosofia". O Salvador, conforme Saturnino, não nasceu, não teve corpo nem forma, mas foi visto em forma humana apenas em aparência. O DEUS dos judeus, segundo ele, era um dos sete anjos; visto que todos os principados quiseram destruir seu Pai, CRISTO veio para aniquilar o DEUS dos judeus e para salvar os que nele acreditassem. (Documentos da Igreja Cristã -Juerp – Pág. 68).
Quando apareceu sobre a terra, diziam os gnósticos, só parecia ter corpo físico. Ao mesmo tempo, os gnósticos também ensinavam que este CRISTO não sofreu e morreu. O gnosticismo, em outras palavras, proclamava uma Cristologia docética. Face o perigo do ensino gnóstico para a integridade da doutrina Cristológica, Irineu afirmou que os gnósticos nunca receberam os dons do ESPÍRITO SANTO e que desprezavam os profetas.
2. O Docetismo
O docetismo afirmava que o corpo de CRISTO não passava de um fantasma; que seus sofrimentos e morte eram meras aparências. Outra teoria docética, associada a Basílides, sugeria que ocorreu um engano, que Simão, o Cirineu, fora crucificado em lugar de CRISTO, escapando JESUS, desse modo, da morte na cruz (História da Teologia – Concórdia S/A – Pág18).
Contra as heresias do docetismo, além do apóstolo João, se levantou Irineu, um dos líderes da Igreja antiga. De que me valeria estar em cadeias, se CRISTO sofreu somente na aparência, como certos pretendem? Esses, sim, não passam de meras aparências" (Documentos da Igreja Cristã – Juerp – Pág.68).
3. O Monarquianismo
O Monarquianismo negava basicamente o conceito trinitário da divindade. Sustentava que a doutrina da Trindade se opunha à fé no DEUS único. Seus adeptos repudiavam a idéia da "economia", segundo a qual DEUS, que certamente é um, rebelou-se de tal maneira que apareceu como Filho e como ESPÍRITO SANTO. O monarquianismo se manifestou de duas formas: Dinamista e Modalismo.
a) O Monarquianismo Dinamista
O primeiro defensor desta forma de monarquianismo foi o curtidor Teodoto - Era hostil à cristologia do Logos e, em geral, negava a divindade de CRISTO. Em vez disso, acreditava ser CRISTO mero homem. Nasceu duma virgem, mas apesar disso não passava dum mero homem. Para Teodoto JESUS vivera como os demais homens; por ocasião de seu batismo, contudo, CRISTO veio sobre ele como um poder que estava ativo dentro dele a partir de então... Considerava-se JESUS um profeta que não se tornou DEUS, embora estivesse equipado com poderes divinos por algum tempo. Só se uniu a DEUS depois de sua ressurreição (História da Teologia – Concórdia S/A – Pág. 58).
b) O Monarquianismo Modalista
A história responsabiliza Noeto e seus discípulos como divulgadores dessa forma de monarquinismo. Noeto rejeitava a doutrina da Trindade divina, inclusive a cristologia do Logos e as tendências subordinacionistas implícitas nela. Para Noeto, apenas o Pai é DEUS, e embora esteja oculto à vista dos homens, manifestou-se e se fez conhecer segundo o seu beneplácito.
4. O Sabelianismo
O sabelianismo, um movimento religioso organizado por Sabélio, cerca do ano 375, confundia a pessoa de CRISTO apenas com uma faceta ou manifestação de DEUS. Ensinava que o Pai, o Filho e o ESPÍRITO SANTO são uma só e a mesma essência, três nomes apenas dados a uma só e mesma substância..Atribui-se a Sabélio a frase: "DEUS, com respeito à hipóstase é um, mas foi personificado na Escritura de várias maneiras segundo a necessidade do momento" (História da Teologia – Concórdia S/A – Pág. 59).
5. O Arianismo
Ário, presbítero em Alexandria por volta do ano 310, estabeleceu a sua doutrina cristológica partindo de um conceito filosófico de DEUS. Segundo ensinava, não era possível a DEUS conferir sua essência a qualquer outro, em virtude do fato de ser uno e indivisível. Não se podia conceber que o Logos ou o Filho pudesse ter chegado a existir a não ser por um ato de criação. Desse modo, na opinião de Ário, CRISTO não podia ser DEUS no sentido pleno do termo; devia, em vez disso, fazer parte da criação. Como resultado, Ário considerava CRISTO como "ser intermediário", menos do que DEUS e mais do que o homem. Também dizia ser CRISTO criatura, tendo sido criado ou no tempo ou antes do tempo. Ário, portanto, negava a preexistência do Filho em toda a eternidade, e lhe conferia atributos divinos apenas em sentido honorífico, baseado na graça especial que CRISTO recebera e na justiça que manifestou.
6.O Apolinarianismo
Apolinário (apareceu em cena pela metade do IV século), teve dificuldade em aceitar a idéia de divindade de JESUS CRISTO, como sendo ele da mesma substância do Pai. O principal problema, como ele o via, era este: Como pode o homem conceber a existência humana de CRISTO? Segundo Apolinário, a natureza humana de CRISTO tinha de possuir qualidade divina. Não fosse esse o caso, a vida e a morte de CRISTO não poderiam ter conquistado a salvação dos homens. A teologia cristológica de Apolinário tem o ranso do velho modalismo com fortes traços docéticos. O apolinarianismo sofreu forte oposição de Diodoro de Tarso, Teodoro de Mopsuéstia, Teodoreto e João Crisóstomo.
7. O Nestorianismo
O nestorianismo deve a sua existência à pessoa de Nestório, bispo em Constantinopla no período 428-431. Nestório parece atribuir o seu discipulado a Teodoro de Mopsuéstia que ilustrava a união das duas naturezas de CRISTO com a união conjugal de marido e mulher tornados uma só carne sem deixarem de ser duas pessoas e duas naturezas separadas.
8. O Eutiquianismo
Eutiques, abade de um mosteiro em Constantinopla, dizia que CRISTO, depois de se tornar homem, tinha apenas uma natureza. Sua humanidade, contudo, não era da mesma essência que a nossa.
Em novembro de ano 448, Eutiques foi condenado como heresiarca pelo Sínodo de Constantinopla.

9- Testemunhas de Jeová e o verbo de DEUS - Livro Seitas e Heresias - Raimundo F. de Oliveira - CPAD
JESUS, O Verbo Divino
Na Tradução do Novo Mundo das Escrituras Gregas Cristãs, versão bíblica forjada pelas "testemunhas-de-jeová", lê-se João 1.1, assim: "No princípio era a Palavra e a Palavra estava com DEUS e a Palavra era um deus". Note o final da expressão: "... um deus".
Entre as famosas traduções da Bíblia conhecidas hoje, pelo menos «dezenove delas afirmam que "A Palavra era DEUS"; não "deus" com "dl" minúsculo, ou "um deus" qualquer. Veja, por exemplo:
• KING JAMES VERSION - A Palavra era DEUS.
•THE NEW INTERNATIONAL VERSION (A Nova Versão Internacional) - A Palavra era DEUS.
• ROTHERHAM - A Palavra era DEUS.
• DOUAY - A Palavra era DEUS.
• JERUSALÉM BIBLE (A Bíblia de Jerusalém) - A Palavra era DEUS.
• AMERICAN STANDARD VERSION (Versão Padrão Americana) - e a Palavra era DEUS.
• REVISED STANDARD VERSION (Versão Padrão Revista) - e a Palavra era DEUS.
• YOUNG'S LITERAL TRANSLATION OF THE BIBLE (Tradução Literal da Bíblia, de Young) - e a Palavra era DEUS.
• THE NEW LIFE TESTAMENT (O Testamento da Nova Vida) - a Palavra era DEUS.
• MODERN KING JAMES VERSION (Versão Moderna da King James) - a Palavra era DEUS.
• NEW TRANSLATION - DARB Y (Nova Tradução) - a Palavra era DEUS.
• NUMERIC ENGLISH NEW TESTAMENT - a Palavra era DEUS.
• THE NEW AMERICAN STANDARD BIBLE (A Nova Bíblia Padrão Americana) - e a Palavra era DEUS.
• THE NEW TESTAMENT IN MODERN SPEECH -WEYMOUTH (O Novo Testamento em Linguagem Moderna) - e a Palavra era DEUS.
• THE NEW TESTAMENT IN BASIC ENGLISH (O Novo Testamento em Inglês Básico) - e a Palavra era DEUS.
• THE NEW TESTAMENT IN MODERN ENGLISH -MONTGOMERY (O Novo Testamento em Inglês Moderno) - e a Palavra era DEUS.
• THE NEW TESTAMENT IN ENGLISH (Phillips) - essa Palavra estava com DEUS e era DEUS.
• THE BERKLEY VERSION (A Versão de Berkley) - e a Palavra era DEUS.
• EMPHATIC DIAGLOTT (Publicação das testemunhas-de-jeová) - e o Logos era DEUS.
Quatro traduções não usam exatamente a expressão "a Palavra era DEUS", mas evidenciam a divindade de CRISTO conforme o texto de João 1.1. São elas:
• AN EXPANDED TRANSLATION - WEST (Uma Tradução Ampliada) - e a Palavra era, quanto à sua essência, divindade absoluta.
• THE AMPLIFIED BIBLE (A Bíblia Ampliada) - e a Palavra era o próprio DEUS.
• LIVING BIBLE (A Bíblia Viva) - antes que algo mais existisse, existia CRISTO com DEUS. Ele sempre tem vivido e é Ele o próprio DEUS.
• LAMSA - E DEUS era essa Palavra.
Quatro traduções não ensinam claramente a divindade de CRISTO, conforme João 1.1. São elas:
• MOFATT - O Logos era divino.
• TODAVS ENGLISH VERSION (Versão em Inglês de Hoje) - e Ele era o mesmo que DEUS.
• GOODSPEED - A Palavra era divina.
• NEW ENGLISH BIBLE (Nova Bíblia Inglesa) - e o que DEUS era, a Palavra era.
Apenas quatro traduções, negam a divindade de CRISTO em João 1.1. São elas:
• THE NEW WORLD TRANSLATION OF THE HOLY SCRIPTURES (Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas) - e a Palavra era um deus.
• EMPHATIC DIAGLOTT (tradução interlinear do grego) - e um deus era a Palavra.
• THE KINGDOM INTERLINEAR OF THE SCRIPTURES (Tradução do Reino, Interlinear, das Escrituras Gregas) - e deus era a Palavra.
• THE KINGDOM INTERLINEAR (A Interlinear do Reino) - e a Palavra era um deus.
Todas estas últimas quatro versões citadas são publicadas e distribuídas pelas testemunhas-de-jeová.

Depoimento da Teologia
Das dezenove traduções mencionadas, que afirmam que "a Palavra era DEUS", pelo menos treze delas foram feitas por piedosos cristãos. Quanto aos tradutores das versões citadas pelas testemunhas-de-jeová, as quais afirmam que "a Palavra era um deus", põe-se em dúvida a sanidade espiritual dos seus tradutores, inclusive se tinham mesmo algum conhecimento das línguas originais das Escrituras. De maneira especial, a Emphatic Diaglott, citada pelas "testemunhas" com maior freqüência, foi feita por Benjamin Wilson, cristadelfiano, membro de uma seita falsa.
A esperteza das "testemunhas" não conhece limites, seja quando têm de torcer a Bíblia, seja falsificando as traduções ou interpolando textos de obras alheias.
Em um artigo intitulado "Uma Tradução Errada e Chocante", o doutor Julios R. Mantey, escreve:
"A Manual Grammar of the Greek New Testament, do qual sou co-autor, é citado pelos tradutores do apêndice da Tradução do Reino, Interlinear, das Escrituras Gregas. Eles citaram-me fora do contexto. Apuradas pesquisas descobriram ultimamente abundante e convincente evidência de que a tradução de João 1.1 por 'deus era a Palavra' ou 'a Palavra era um deus' não tem qualquer apoio gramatical."
Em carta de 11 de julho de 1974, encaminhada à Sociedade Torre de Vigia, quartel-general das testemunhas-de-jeová, escreve o doutor Mantey: "Não existe qualquer afirmação na nossa gramática que alguma vez quisesse implicar que 'um deus' era a tradução admissível em João 1.1... Não revela erudição, nem mesmo é razoável traduzir João 1.1 por 'a Palavra era um deus'. A ordem das palavras tornou obsoleta e incorreta tal tradução. A vossa citação da regra de Colwell é inadequada, porque indica apenas parte das suas conclusões... Ambos os eruditos escreveram que, quando pretendiam dar a idéia indefinida, os escritores dos Evangelhos colocavam regularmente o nome predicativo depois do verbo, e tanto Colwell como Harner afirmaram que Theos, em João 1.1, não é indefinido e não deve ser traduzido por 'um deus. Os escritores da Torre de Vigia parecem ser os únicos a advogar tal tradução agora. A evidência contra eles parece de 99%.
"Em vista dos fatos precedentes, principalmente por me terdes citado fora do contexto, peço-vos por meio desta que não volteis a citar A Manual Grammar ofthe Greek New Testament, como fazeis há 24 anos. Peço ainda que, de agora em diante, não me citeis, nem a mim nem a esta obra, em qualquer das vossas publicações.
"Também, que pública e imediatamente apresenteis desculpas na revista Torre de Vigia, uma vez que as minhas palavras não tiveram nenhuma relevância no que toca à ausência do artigo antes de Theos, em João 1.1", conclui o doutor Mantey.
Se João 1.1 quisesse dizer "a Palavra era um deus", o apóstolo teria usado no grego a palavra theios, que significa "um deus", um ser meio divino; em vez de Theos (DEUS), que João usou conscientemente.
O doutor James L. Boyer, do Seminário Teológico da Graça, de Winona Lake, Indiana, Estados Unidos, escreveu: "Para um estudante familiarizado com a língua grega, João 1.1 é a expressão mais forte possível da absoluta divindade da Palavra, muito mais do que seria com o uso do artigo. O fato de não ser usado o artigo no grego descreve, qualifica e enfatiza a natureza e a característica do substantivo usado. O emprego do artigo particulariza e identifica, aponta para o indivíduo. Se João tivesse escrito o artigo definido com a palavra DEUS, teria significado que a Palavra e DEUS eram o mesmo indivíduo, uma negação da Trindade. Mas ao empregar a Palavra DEUS sem o artigo, diz qual é o caráter da Palavra. Ele é DEUS. Ele é alguém cujo caráter é descrito pela palavra DEUS".

Os judeus confrontavam JESUS e acusavam de blasfêmia por lhes dizer que era DEUS, que era filho de DEUS e que era igual a DEUS, etc...

JESUS CRISTO: UM HOMEM COMO NENHUM OUTRO
Os críticos de Jesus acreditavam que ele merecia ser morto como castigo pelo pecado da blasfêmia. No evangelho de João lemos sobre o encontro dele com alguns judeus, na área do templo conhecida como Pórtico de Salomão, durante a Festividade da Dedicação: Os judeus reuniram-se ao redor dele e perguntaram: Até quando nos deixará em suspense? Se é você o Cristo, diga-nos abertamente. Jesus respondeu: Eu já lhes disse, mas vocês não creem. As obras que eu realizo em nome de meu Pai falam por mim, mas vocês não creem, porque não são minhas ovelhas. As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna, e elas jamais perecerão; ninguém as poderá arrancar da minha mão. Meu Pai, que as deu para mim, é maior do que todos; ninguém as pode arrancar da mão de meu Pai. Eu e o Pai somos um. João 10:24-30 Ao ouvir isso, eles começaram a pegar pedras com a intenção de matá-lo, ao que Jesus respondeu: Eu lhes mostrei muitas boas obras da parte do Pai. Por qual delas vocês querem me apedrejar? Responderam os judeus: Não vamos apedrejá-lo por nenhuma boa obra, mas pela blasfêmia, porque você é um simples homem e se apresenta como Deus. João 10:31-33 Em outra ocasião, um grupo de fariseus e mestres da lei estava presente em meio a uma multidão de pessoas, quando um homem paralítico foi baixado no meio deles pelo telhado. Jesus sentiu-se tocado por essa demonstração de fé e disse ao paralítico: Homem, os seus pecados estão perdoados. Os fariseus e os mestres da lei começaram a pensar: Quem é esse que blasfema? Quem pode perdoar pecados, a não ser somente Deus? Lucas 5:20, 21.
Curar as pessoas no sábado era especialmente ofensivo para a comunidade religiosa judaica. Em certa ocasião, em resposta às objeções deles, Jesus disse: Meu Pai continua trabalhando até hoje, e eu também estou trabalhando. Por essa razão, os judeus mais ainda queriam matá-lo, pois não somente estava violando o sábado, mas também estava até mesmo dizendo que Deus era seu próprio Pai, igualando-se a Deus. João 5: Outro campo de forte crítica sobre Jesus era a maneira dele de ensinar com autoridade. No famoso Sermão do Monte, Jesus disse: Vocês ouviram o que foi dito aos seus antepassados: Não matarás, e quem matar estará sujeito a julgamento. Mas eu lhes digo que qualquer que se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento. Mateus 5:21, 22. Vez após vez observamos Jesus pregando suas declarações, dizendo: Eu lhes digo. Em visita a uma sinagoga de Cafarnaum, Jesus começou a ensinar com autoridade incomum: Todos ficavam maravilhados com o seu ensino, porque lhes ensinava como alguém que tem autoridade e não como os mestres da lei. Marcos 1:22 Ao contrário do costume de apelar para escolas rabínicas de pensamento e tergiversar interminavelmente sobre minúcias, Jesus falava de maneira clara, simples e direta, com base em sua própria autoridade. Os escribas e os fariseus também se ofenderam com a maneira como Jesus se apresentava, porque ele alegava ser maior do que os profetas do passado e maior até do que o rei Salomão. Em uma ocasião, quando lhe pediram para mostrar um sinal miraculoso, ele respondeu: Os homens de Nínive se levantarão no juízo com esta geração e a condenarão; pois eles se arrependeram com a pregação de Jonas, e agora está aqui o que é maior do que Jonas. A rainha do Sul se levantará no juízo com esta geração e a condenará, pois ela veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão, e agora está aqui o que é maior do que Salomão. Mateus 12:41, 42 Os oponentes religiosos de Jesus ficaram muito ofendidos com o que parecia ser uma atitude rebelde para com a observância do dia do sábado. Em certa ocasião, ele e os seus discípulos foram vistos passando por um campo de cereais no sábado, tirando espigas e comendo-as. Quando confrontado com a acusação de que seus discípulos estavam violando a lei do sábado, ele concluiu sua réplica com uma declaração notável: Pois o Filho do homem é Senhor do sábado. (Mateus 12:1-8) Não é de admirar que os líderes religiosos tenham ficado muito alarmados por causa deste Galileu e concluíram que matá-lo era a única opção que tinham. Dentro de seu próprio grupo íntimo, Jesus falou muitas vezes sobre a importância de se guardar, não os mandamentos de Deus, e sim os mandamentos dele: Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos... Quem tem os meus mandamentos e lhes obedece, esse é o que me ama. Aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me revelarei a ele. (João 14:15, 21) Se vocês obedecerem aos meus mandamentos permanecerão no meu amor, assim como tenho obedecido aos mandamentos de meu Pai e em seu amor permaneço. João 15:10. Resumindo este breve panorama de como Jesus se apresentou aos seus discípulos e à comunidade judaica mais ampla, descobrimos que (1) ele alegou ser um com o Pai, o próprio Filho de Deus; (2) ele alegou ter autoridade para perdoar pecados; (3) ele disse que os seus mandamentos tinham de ser obedecidos se alguém quisesse vida; (4) ele declarou que iria dar às pessoas a vida eterna; (5) ele alegou ser maior do que Jonas e o rei Salomão; (6) ele falou com autoridade e não como um rabino; (7) ele se declarou Senhor do sábado! Não é de admirar que os líderes religiosos tenham concluído que ele era um blasfemador e merecedor da morte. Mesmo os que vieram a aceitá-lo como o Messias prometido muitas vezes ficavam perplexos quanto à sua pessoa. Depois de vários deles terem sobrevivido a uma terrível tempestade no Mar da Galileia que Jesus acalmou milagrosamente, eles exclamaram: Quem é este que até aos ventos e às águas dá ordens, e eles lhe obedecem? (Lucas 8:25) E a tudo isso é preciso acrescentar o assunto da pré-existência. O Relacionamento entre o PAI e o FILHO Ronald E. Frye

3. O relacionamento entre o Pai e o Filho.
O RELACIONAMENTO DURANTE A EXISTÊNCIA PRÉ-HUMANA DE JESUS - O Relacionamento entre o PAI e o FILHO Ronald E. Frye
Os autores evangélicos Mateus e Lucas nos fornecem a genealogia humana, a concepção e o nascimento de Jesus Cristo. (Mateus 1:1-25, Lucas 1:26-2:20; 3:23-38) Claramente, o Senhor é apresentado como um descendente humano, tanto do patriarca Abraão como do rei Davi. O apóstolo Paulo nos lembra: Mas, quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo da lei. (Gálatas 4:4). Todavia, durante seu ministério, Jesus fez declarações que apontavam para um tempo antes de sua existência humana, quando ele tinha um relacionamento com seu Pai. Algumas destas declarações são: Ninguém jamais subiu ao céu, a não ser aquele que veio do céu: o Filho do homem. João 3:13 Pois desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas para fazer a vontade daquele que me enviou. João 6:38 Vocês são daqui de baixo; eu sou lá de cima. Vocês são deste mundo; eu não sou deste mundo. João 8:23 Eu lhes afirmo que antes de Abraão nascer, Eu Sou! João 8:58 Que acontecerá se vocês virem o Filho do homem subir para onde estava antes! João 6:62 E agora, Pai, glorifica-me junto a ti, com a glória que eu tinha contigo antes que o mundo existisse. João 17:5 Declarações como essas levantam a questão sobre a natureza do relacionamento entre o Pai e o Filho antes de sua vida humana. A informação que temos sobre isso na Bíblia é limitada e cria tantas perguntas quanto respostas. Três das declarações mais específicas sobre isso podem ser encontradas no Evangelho de João e nas cartas do apóstolo Paulo às congregações em Filipos e Colossos: No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus. Ela estava com Deus no princípio. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele; sem ele, nada do que existe teria sido feito. Nele estava a vida, e esta era a luz dos homens... Ninguém jamais viu a Deus, mas o Deus Unigênito, que está junto do Pai, o tornou conhecido. João 1:1-4, 18 Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz! Filipenses 2:5-8 Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação, pois nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos ou soberanias, poderes ou autoridades; todas as coisas foram criadas por ele e para ele. Ele é antes de todas as coisas, e nele tudo subsiste. Ele é a cabeça do corpo, que é a igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a supremacia. Pois foi do agrado de Deus que nele habitasse toda a plenitude, e por meio dele reconciliasse consigo todas as coisas, tanto as que estão na terra quanto as que estão no céu, estabelecendo a paz pelo seu sangue derramado na cruz. Colossenses 1: Tem havido interminável discussão e debate sobre o relacionamento que existia antes da criação entre Deus e o que é chamado de Palavra ou Verbo. O Dr. Spiros Zodhiates, professor de Novo Testamento no Trinity Theological Seminary, dedicou um livro inteiro ao prólogo do Evangelho de João, intitulado: Was Christ God? [Era Cristo Deus?] (edição de 1981), no qual ele analisa o texto grego e oferece sua avaliação sua interpretação do que encontrou lá. Sobre a sentença final em João 1:1: e o Verbo era Deus, ele escreveu: O apóstolo João, em sua declaração na terceira sentença do primeiro versículo de seu Evangelho, não fala apenas de alguns dos atributos visíveis de Jesus Cristo, que indicariam que Ele é divino, que Ele alcançou a divindade, mas declara que Ele é Deus, que Ele é divindade que se tornou humano sem deixar de ser deidade. O homem, por aceitar Deus por meio de Jesus Cristo torna-se divino, mas Ele não se torna Deus. Ele tem dentro dele a natureza divina, mas ele não se tornou Deus. A palavra theotees, deidade, ocorre em Colossenses 2:9: Pois em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade. A palavra traduzida como divindade aqui é theotees, deidade, não divindade. Refere-se, não à manifestação de Cristo em seus atos externos, e sim à natureza essencial dele. Seria, portanto, totalmente errado traduzir a declaração que João faz em João 1:1 como E o verbo era divino. A palavra usada no original grego é theos, Deus, não theios, divino. Jesus Cristo não só possuía os atributos divinos, mas Ele era Deus, em sua essência e natureza. Ele não era um homem que atingiu a divindade, mas Deus, que se humilhou tomando sobre si a natureza humana, em adição à Sua deidade. Was Christ God? [Era Cristo Deus?], Spiros Zodhiates (edição de 1981), página 102. (Os itálicos não estão no original). É verdade que o texto grego diz, E o Verbo era Deus. À primeira vista, concluiríamos naturalmente que o Verbo era o Deus com quem se diz que ele estava, porque o versículo inteiro diz, No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. (SBB) Para se dizer o mínimo, este é um conceito difícil de entender. Por que alguns tradutores da Bíblia para idiomas modernos verteram o versículo de modo diferente? Por exemplo, o Dr. James Moffatt traduziu do grego para o inglês como, O Logos existia bem no princípio, o Logos estava com Deus, o Logos era divino. Por que dizer divino se a palavra na língua original é theos Deus? Existe alguma diferença entre ser Deus e ser divino? Outra versão diz: Antes de o mundo ser criado, a Palavra já existia; ela estava com Deus, e ela era o mesmo que Deus. (Versão no Inglês de Hoje) Por que dizer, ela era o mesmo que Deus, e não simplesmente a Palavra era Deus? Outra tradução moderna diz: Quando todas as coisas começaram, a Palavra já existia. A Palavra habitava com Deus, e o que Deus era, a Palavra era. (Nova Bíblia Inglesa) Obviamente, deve haver algo aqui que o leitor mediano não entende sobre o grego nesta sentença. Porém, a maioria das versões bíblicas nas línguas modernas diz: A Palavra era Deus. O que isso nos diz sobre o relacionamento entre a Palavra e o Deus com quem se diz que a Palavra está e que é aparentemente idêntico a ela? Estamos preocupados não só com a forma como João 1:1 está redigido, mas também com o que ele quis dizer quando escreveu isso. Obviamente, isto é tanto uma questão gramatical como teológica. O Dr. Zodhiates está convicto de que João está dizendo claramente que o Verbo era o Deus com quem ele estava. Todavia, existem outros teólogos que basicamente concordam com o Dr. Zodhiates acerca da trindade, mas reconhecem que este versículo em particular apresenta certas dificuldades. Um deles é o Dr. Millard J. Erickson, professor de Teologia no Southwestern Baptist Theological Seminary [Seminário Teológico Batista do Sudoeste, EUA], que diz o seguinte sobre João 1:1: A sentença: O Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus, tem sido objeto de grande debate exegético. Traduzida literalmente, ela deve ser vertida da maneira acima. A verdadeira questão aqui, porém, vai além da mera tradução até a interpretação. Colocado de outra maneira, o que ela significa versus o que ela diz precisa ser determinado em termos lógicos mais amplos, em vez de simplesmente em considerações gramaticais. Na primeira sentença, Deus tem o artigo definido, enquanto que na segunda falta o artigo. Várias possibilidades foram propostas quanto ao significado disso. Alguns argumentam que esta construção anartra [sem o artigo], refere-se à qualidade. Outros apelaram para a Regra de Colwell, a qual diz que num predicativo do sujeito que antecede o verbo, o predicativo aparece geralmente sem o artigo, para se distinguir do sujeito. Se adotarmos esta última abordagem [a Regra de Colwell], então a verdadeira leitura, com o escritor não colocando o predicativo antes, presumivelmente para dar ênfase, seria, l goj hn ton qe n. Isso poderia, então, ser interpretado de várias maneiras: - Como uma declaração de identidade. O Verbo é a mesma pessoa que Deus. O significado das duas frases seria algo assim: O Verbo era Deus e o Verbo estava com ele próprio. - Como uma declaração de inclusão. O Verbo está sendo descrito como estando com Deus e sendo o próprio Deus. A tradução, então, seria algo como, O Verbo estava com Deus, e o Verbo estava com ele próprio, sendo também Deus. Isto deixaria o caminho aberto para algo como o biteísmo. Parece melhor entender a afirmação como sendo de predicação ou qualidade. A mesma qualidade de deidade é verdadeira no caso do Verbo, como é no caso do Deus, com quem ele está presente. A tradução seria, então, O Verbo estava com Deus, e o Verbo era da mesma qualidade de deidade que Deus é. God in Three Persons A Contemporary Interpretation of the Trinity [Deus em Três Pessoas Uma Interpretação Contemporânea da Trindade], págs. 199, 200. (Os itálicos não estão no original). Aqueles dentre nós que não são eruditos na gramática do grego bíblico podem derivar algum conforto em saber que mesmo entre os que têm essa perícia existem diferenças de opinião. Enquanto o Dr. Zodhiates está convicto em seu conceito de que a terceira frase de João 1:1 aponta para a identidade do Verbo ser o Deus com quem se diz que ele está, outros concluem que a frase significa que o Verbo tinha a qualidade do Deus com quem se diz que ele está. As várias versões bíblicas já citadas apresentam o assunto de maneira similar. O altamente respeitado erudito bíblico F. F. Bruce acrescenta o seguinte ao nosso questionamento sobre a terceira frase do versículo que abre o Evangelho de João: A estrutura da terceira frase do versículo 1, theos en ho logos, exige a tradução O Verbo era Deus. Uma vez que logos é precedido pelo artigo, ele é identificado como sujeito. O fato de theos ser a primeira palavra depois da conjunção kai ( e ) mostra que a ênfase principal da frase está nela. Se tanto theos como logos fossem precedidos pelo artigo, o significado seria que o Verbo é completamente idêntico a Deus, o que é impossível se o Verbo também está com Deus. O sentido é que o Verbo compartilha da natureza e do ser de Deus ou (para usar uma expressão moderna) era uma extensão da personalidade de Deus. A paráfrase da NEB [Nova Bíblia Inglesa]: o que Deus era, a Palavra era transmite o sentido da frase da melhor maneira que uma paráfrase pode fazê-lo. João deseja que todo o seu evangelho seja lido à luz deste versículo. As ações e palavras de Jesus são as ações e palavras de Deus; se isto não for verdade, o livro é blasfemo. Portanto, quando céu e terra foram criados, o Verbo de Deus estava lá, já existia na associação mais íntima com Deus e partilhando da essência de Deus. Não importa até onde tentemos remontar nossa imaginação, nunca chegaremos a um ponto em que poderíamos dizer o que Ário disse sobre o Verbo divino: Houve um tempo em que ele não era. The Gospel of John [O Evangelho de João], F. F. Bruce, D.D., F.B.A. 1983, página 31 (alguns itálicos não estão no original). O que nos parece estar contido tanto no que Jesus disse sobre si mesmo, como no que os discípulos dele concluíram é que houve um momento em que Jesus, como a Palavra (logos), existia ao lado de Deus e compartilhava de sua natureza divina. Paulo contrasta esta natureza ou forma de Deus com sua natureza ou forma de homem: Tende em vós este sentimento que houve também em Cristo Jesus, o qual, subsistindo em forma de Deus, não julgou que o ser igual a Deus fosse coisa de que não devesse abrir mão, mas esvaziou-se, tomando a forma de servo, feito semelhante aos homens; e sendo reconhecido como homem, humilhou-se, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. Por isso também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu o nome que é sobre todo o nome, para que em o nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor para glória de Deus Pai. Filipenses 2:5-11, SBB. A palavra traduzida como forma (SBB) ou condição (CBC) em Filipenses 2:6, 7 é morphe e significa a forma especial, característica ou funcionalidade de uma pessoa ou coisa. Vine s Expository Dictionary of New Testament Words [Dicionário Expositivo das Palavras do Novo Testamento], de Vine, página 123 em inglês. Outra fonte, ao comentar estes versículos, diz: A renúncia do Senhor pré-existente encontra expressão numa morfh [morphe: forma] que está em antítese absoluta à morfh [morphe: forma] anterior dele. Assim, a frase morfh qeo [literalmente forma Deus forma de Deus], cunhada por Paulo, em antítese óbvia a morfh do lou [literalmente forma servo a forma de um servo], só pode ser compreendida à luz do contexto. A aparência assumida pelo Senhor encarnado, a imagem de humilhação e submissão obediente, está no mais gritante contraste concebível com a aparência anterior dele, a imagem da majestade divina soberana, cuja restauração em uma forma nova e até mais gloriosa é descrita para o exaltado k rioj [Senhor] no final do hino. The Theological Dictionary of the New Testament [Dicionário Teológico do Novo Testamento], Vol. IV, páginas 750, 751. O apóstolo disse que Jesus Cristo, embora compartilhando a forma, ou natureza de Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se (Filipenses 2:6) A palavra grega traduzida por apegar-se na NVI é harpagmos, e representa a única ocorrência deste verbo no Novo Testamento. Ele foi tratado de maneira diferente pelos tradutores e vários exemplos são reproduzidos aqui: Que, sendo em forma de Deus, não considerou ser igual a Deus como usurpação. ALF Ele tinha a natureza de Deus, mas não tentou ficar igual a Deus. NTLH Ele tinha a condição divina, e não considerou o ser igual a Deus como algo a que se apegar ciosamente. BJ. Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. THO Com base nestes vários exemplos pode-se constatar que os tradutores variam no entendimento de como harpagmos deve ser tratado aqui. Assim como ocorre no caso de João 1:1, há diferenças de conceito expressas nestas e em outras traduções para línguas modernas. Por um lado, algumas traduções colocam o assunto como se a igualdade com Deus já fosse uma realidade, mas outras sugerem que a igualdade com Deus era algo a se atingir por tomar ou conquistar. Se adotarmos a visão de que a Palavra compartilhava a mesma natureza ou forma com o Pai, mas não a igualdade com o Pai, como Deus, então podemos entender que ele não tentou tomar ou conquistar essa igualdade com o Pai. Se, no entanto, for favorecido o conceito de que ele já tinha essa igualdade de posição com o Pai, então a ideia transmitida seria a de que ele não se apegou a essa igualdade, mas voluntariamente a deixou de lado. O comentário que segue oferece alguns pensamentos adicionais sobre Filipenses 2:6: Não considerou como usurpação é uma tradução da palavra-chave harpagmos que pode ser extraída ativamente, como na V[ersão] A[utorizada] ou passivamente, como na V[ersão] R[evisada]: não considerou como alvo estar em igualdade com Deus. Ambas as versões são linguisticamente possíveis. A verdadeira dificuldade encontra-se na questão: Será que isso significa que Cristo usufruía a igualdade com Deus, mas renunciou a ela por tornar-se homem, ou significa que ele poderia ter se apegado à igualdade com Deus, por autoafirmação, mas se recusou a fazê-lo e em vez disso submeteuse à vontade de Deus nas circunstâncias da encarnação e da cruz? Aqui, mais uma vez, se a chave para o texto reside no paralelo entre o primeiro Adão e o segundo Adão, a segunda alternativa deve ser a preferida; e este é geralmente o conceito moderno prevalecente que Stauffer acredita ter sido definitivamente resolvido: Assim, a velha disputa em torno de harpagmos está terminada: a igualdade com Deus não é uma res rapta... uma posição que o Cristo pré-existente tinha e renunciou, e sim uma res rapienda, uma possibilidade de consecução da qual ele declinou. Há, porém, outra possibilidade que pode ser resumida como segue. Harpagmos pode ter o significado de uma porção de boa sorte, um achado de sorte. Bonnard faz a ilustração de um trampolim (tremplin) com o mesmo pensamento essencial de uma oportunidade que o Cristo pré-existente tinha diante de si. Ele existia na condição [morphe] divina como a imagem ímpar e glória de Deus, mas recusou-se a fazer uso desta posição favorecida para explorar seus privilégios e afirmar-se em oposição ao seu Pai. Tyndale New Testament Commentaries [Comentários Tyndale do Novo Testamento], Vol. 11 (Filipenses / Ralph P. Martin), páginas 97, 98. O status e os privilégios que inevitavelmente decorrem de ter a própria natureza de Deus. Algo a que se deve aferrar. Talvez algo a ser mantido à força a glória que Cristo tinha com o Pai antes de sua encarnação. Mas ele não considerou essa alta posição como algo do qual ele não poderia desistir. Por outro lado, pode ser algo ainda a ser atingido, como um prêmio, como se ele ainda não possuísse isso. Bíblia de Estudo NVI, nota de rodapé sobre Filipenses 2:6. (Os itálicos estão no original). Enquanto a palavra harpagmos só é encontrada em Filipenses 2:6, no Novo Testamento, o verbo do qual ela se deriva ocorre diversas vezes e, sobre seu sentido, Albert Barnes nos diz: A noção de violência, ou captura, ou tomada entra no significado da palavra em todos estes lugares. (Barnes New Testament Notes [Notas ao Novo Testamento de Barnes], Vol. 12, pág. 171, itálicos no original). O verbo em questão é harpazo, que ocorre catorze vezes no Novo Testamento e é vertido de modo variado na NVI como: apanhar (3), arrebatar (3), ataca (1), levar (1), forçar (1), lançar mão (1), arrebatou (1), arrebata (1), tomou de súbito (1), tomar à força (1). Independentemente de como se entende o texto em questão, o verbo harpagmos contém o sentido de uma oportunidade ou vantagem que existia e não foi aproveitada para ganho egoísta. Em vez disso, manifestou-se uma atitude modesta e parece ser sobre isso que Paulo estava falando aqui. É este exemplo estabelecido por Jesus que Paulo usa para enfatizar quão importante é para os que afirmam ser discípulos de Jesus mostrarem esta mesma atitude discreta. Minha própria conclusão sobre este texto é que a Palavra teve uma oportunidade de alcançar e tomar algo que não era propriamente dela, mas não quis fazer isso. Outros podem concluir de maneira diferente. As várias dificuldades bíblicas apresentadas na tradução que foram apresentadas até agora ilustram alguns dos problemas que os tradutores enfrentam e como as opções deles influenciam o que lemos em nossas Bíblias. É por isso que é bom comparar traduções em situações críticas para, desse modo, tirar proveito de diferentes possibilidades de versão. Embora alguns trechos das Escrituras sejam problemáticos, o sentido geral da mensagem de Deus para nós na Bíblia é claro e seu significado não depende de alguns versículos críticos. Um versículo ou partes de versículos podem levantar questões, mas outros textos que tratam do mesmo assunto muitas vezes as esclarecem para nós. Assim, não devemos desanimar se de vez em quando ficarmos intrigados com certas declarações ou conceitos presentes nas Escrituras. Devemos ter em mente que nenhuma escritura está isolada. Um único texto pode resumir um ensinamento, mas existem outros textos que ajudam a preencher esse resumo. Devemos evitar a tentação de nos apegar a um texto-prova da Bíblia e dar justa consideração à Bíblia como um todo. Só desta forma é que podemos esperar chegar a uma exata compreensão das Escrituras. Com relação ao assunto em questão, sabemos que existe a natureza divina e a natureza humana. Ou, se o leitor preferir, uma forma divina e uma forma humana. A pessoa que João identifica como a Palavra compartilhava a natureza divina com Deus. Ele renunciou a essa natureza e assumiu a natureza do homem. Ele renunciou a uma em favor da outra. Ele não se limitou a materializar-se como homem como alguns anjos fizeram em vários momentos. Não, ele passou por uma profunda transformação na natureza. Ele tornou-se nada, ou como a Today s English Version [Versão no Inglês Atual] coloca, ele desistiu de tudo. Houve uma renúncia à natureza divina. Em outras palavras, a Palavra se fez carne completa e totalmente carne. Como foi possível que ele se submetesse a esta mudança completa na natureza, mas permanecer com a mesma personalidade? Somos informados de que isto ocorreu, mas não nos é dito como ocorreu. Mas, conforme o anjo disse à mãe dele, nada é impossível para Deus. (Lucas 1:37). Essa humanidade sem pecado foi vivida e oferecida a Deus quando ele morreu sacrificialmente para expiar o pecado de Adão. Somos constantemente lembrados nas Escrituras de que foi esta preciosa oferta de carne e sangue a essência da natureza humana que foi entregue. Ele morreu e teve de ser restaurado à vida por meio duma ressurreição dos mortos. Desde sua ressurreição e glorificação Jesus Cristo recuperou a natureza ou forma divina que ele tinha deixado de lado. A exaltação prometida foi realizada: E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, e morte de cruz! Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai. Filipenses 2:8-11, NVI O Filho é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser, sustentando todas as coisas por sua palavra poderosa. Depois de ter realizado a purificação dos pecados, ele se assentou à direita da Majestade nas alturas, tornando-se tão superior aos anjos quanto o nome que herdou é superior ao deles. Hebreus 1:3, 4, NVI. O que isso nos diz sobre relacionamento atual deles? Parece claro o suficiente, não é? O Filho é o reflexo a expressão exata de seu Pai (uma singularidade não compartilhada com qualquer outro) e foi exaltado pelo Pai à mais alta posição à própria direita dele! E tudo isso é para a glória de Deus, a Pessoa que enviou seu Filho ao mundo para realizar sua vontade. Há e sempre houve o aspecto da subordinação na relação deles. Ao lermos sobre esse relacionamento na Bíblia dificilmente despercebemos isso. Mesmo agora, em seu estado glorificado ele não ocupa a glória posicional e a excelência de seu Pai, o único que é chamado de Majestade. Não, ele está sentado à direita dessa Majestade. Ele tem essa posição única ao lado da Majestade Deus. Isso é o que nós visualizamos. É assim que se apresenta o relacionamento a nós. Qualquer que seja o contexto, vemos a pessoa que existia antes do começo do mundo, tornou-se homem e depois morreu, foi ressuscitado e glorificado, ele é sempre comparado com Deus e colocado ao lado dele. Ele não foi o primeiro de muitos de sua espécie, e sim verdadeiramente único em sua pessoa e seu relacionamento com Deus em todos os pontos de envolvimento com o mundo da criação. Agindo de acordo com seu amor por Deus, ele fez-se nada (NVI) ou esvaziou-se (RSV), para nascer como um ser humano sem pecado e oferecer-se como o sacrifício que iria lançar as bases para a redenção do mundo. Durante o período de sua condição humana, ele se humilhou ainda mais. Paulo escreveu que Jesus, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte. (Filipenses 2:8). E o escritor da carta aos Hebreus diz: Durante os seus dias de vida na terra, Jesus ofereceu orações e súplicas, em alta voz e com lágrimas, àquele que o podia salvar da morte, sendo ouvido por causa da sua reverente submissão. Embora sendo Filho, ele aprendeu a obedecer por meio daquilo que sofreu; e, uma vez aperfeiçoado, tornou-se a fonte da salvação eterna para todos os que lhe obedecem, sendo designado por Deus sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque. Hebreus 5:7-10, NVI.

A LIDERANÇA NO RELACIONAMENTO ENTRE O PAI E O FILHO
A Bíblia diz claramente que durante a vida humana de Jesus ele mostrou reverente submissão ao seu Pai celestial. Esta condição de submissão é repetidamente enfatizada nos relatos da vida dele. Creio que esta submissão começou realmente no céu quando ele deixou voluntariamente de lado seu lugar exaltado ao lado de Deus para se tornar o sacrifício necessário. Toda a missão dele foi a de levar uma vida de submissão à vontade de seu Pai. Portanto, temos uma imagem clara do relacionamento entre o Pai e o Filho durante sua vida humana. Este relacionamento foi de submissão e subordinação. A disposição de Jesus de submeter-se à vontade de seu Pai, exemplifica o amplo princípio da chefia. Quando explicou a natureza universal desse princípio e como isso afeta vários relacionamentos, o apóstolo Paulo escreveu: Quero, porém, que entendam que o cabeça de todo homem é Cristo, e o cabeça da mulher é o homem, e o cabeça de Cristo é Deus. (1 Cor. 11:3) A palavra grega traduzida como cabeça neste versículo é kephal, e ela é encontrada muitas vezes no Novo Testamento, referindo-se geralmente à cabeça humana literal. Em 1 Coríntios 11, porém, a palavra é usada em sentido metafórico para definir o relacionamento Pai / Filho, o relacionamento Cristo / homem e o relacionamento homem / mulher.
Os que creem que o Verbo feito carne nunca renunciou à sua divindade confrontam-se com o problema óbvio de crer que Jesus Cristo era Deus e homem ao mesmo tempo. No que se refere a essa humanidade o professor Zodhiates escreve: Hebreus 9:22 nos diz que sem derramamento de sangue não há remissão. No propósito de Deus, era o sangue de Jesus Cristo, que serviria para a remissão dos pecados de todo o mundo. Tinha de ser o sangue de um homem perfeito e sem pecado, e Jesus Cristo era o único que poderia atender a esse requisito. Was Christ God? [Era Cristo Deus?], pág. 64 Mesmo reconhecendo que o sangue de um homem sem pecado era necessário para reconciliar os homens com Deus, o professor Zodhiates insiste também em que este mesmo homem sem pecado era também o Deus eterno. Ele escreve: Temos de dizer novamente, porém, que Ele, o Logos eterno, mesmo quando se tornou carne e andou pelas estradas desta terra, continuou, ao mesmo tempo a ser Deus eterno. Esta é a conclusão inevitável que precisamos chegar ao lermos sobre a vida dele. Seu nascimento foi contrário às leis da vida. Sua morte foi contrária às leis da morte. Ele não tinha milharais ou indústrias de pesca, mas podia montar uma mesa para cinco mil com pão e peixe de sobra. Ele não caminhou em nenhum belo carpete ou tapete de veludo, mas andou sobre as águas do Mar da Galileia e elas o sustentaram. Por três anos ele pregou Seu Evangelho. Ele não escreveu nenhum livro, não construiu nenhuma casa nem igreja e não tinha apoio financeiro. Porém, depois de 2.000 anos, ele é o único personagem central da história humana, o pivô em torno do qual os eventos das eras giram, e o único Regenerador da raça humana. Era ele apenas o filho de José e Maria, que cruzou o horizonte do mundo há 2.000 anos? Foi simplesmente sangue humano que foi derramado no monte do Calvário para a redenção dos pecadores? Que homem pensante poderia deixar de exclamar: Meu Senhor e meu Deus!? Was Christ God? [Era Cristo Deus?], página 67 (os itálicos não estão no original.) Foi simplesmente sangue humano que foi derramado no monte do Calvário para a redenção dos pecadores?, pergunta o professor Zodhiates. A evidência bíblica responde: Sim! Ao expressar a questão da maneira que expressa, o professor Zodhiates parece sugerir que algo mais do que sangue humano foi derramado. Mas repetidamente se diz a nós que a carne e o sangue do homem Jesus é o sacrifício valioso que nos redime do pecado e da morte. Devemos ser cuidadosos em nossos esforços de glorificar o Filho de Deus de maneira que não rebaixemos a natureza sem pecado de sua carne e sangue, porque são estes componentes e apenas estes que nos são apresentados como os preciosos elementos fundamentais que nos purificam do pecado. (1 Cor. 11:27) O Deus eterno (imortal) não morreu, nem poderia ter morrido pelos pecados do mundo. Quanto aos muitos sinais que Jesus realizou para estabelecer que ele era o Filho de Deus, mencionados pelo professor Zodhiates acima, a Bíblia diz que todos eles foram possíveis porque Deus estava com ele não porque ele era Deus. Seus poderes não eram inerentes. Ele foi capacitado pelo Espírito de Deus, segundo seu próprio testemunho. (Mat. 12:28) Anteriormente neste tratado, citou-se Atos 10, onde o apóstolo Pedro testificou como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e poder, e como ele andou por toda parte fazendo o bem e curando todos os oprimidos pelo Diabo, porque Deus estava ele. (Atos 10:38) Jesus tinha o poder de fazer essas coisas por meio do Espírito de Deus. Certo dia, quando ele ensinava, estavam sentados ali fariseus e mestres da lei, procedentes de todos os povoados da Galileia, da Judéia e de Jerusalém. E o poder do Senhor estava com ele para curar os doentes. (Lucas 5:17) No dia de Pentecostes, Pedro exclamou: Israelitas, ouçam estas palavras: Jesus de Nazaré foi aprovado por Deus diante de vocês por meio de milagres, maravilhas e sinais que Deus fez entre vocês por intermédio dele, como vocês mesmos sabem. (Atos 2:22) Repetidamente, as Escrituras declaram que Deus estava realizando essas obras poderosas por meio do Filho do Homem. Em parte alguma lemos ou mesmo se insinua que esse poder era um poder pessoal autônomo. Não, ele foi ungido com o Espírito e poder de uma forma superlativa, como o Messias prometido. O poder de Deus se manifestou da maneira mais dramática para estabelecer as credenciais da alegação messiânica de Jesus. Mas, ao mesmo tempo em que estes poderes de Deus se manifestaram para com outros, ele próprio, embora sem pecado, atuou dentro de suas próprias limitações humanas. O professor Zodhiates, assim como muitos outros teólogos, apela ao que Paulo tem a dizer em Filipenses 2:6 como se isso fosse algum tipo de prova irrefutável de que uma vez que Jesus estava em forma (ou natureza) de Deus significa que ele era, de fato, Deus. O texto não diz isso. Diz apenas que eles compartilhavam da mesma natureza. Para entendermos o que um texto significa para nós, precisamos tentar determinar o que significava para as pessoas a quem ele foi destinado originalmente. Qual foi a tônica do pensamento de Paulo em Filipenses 2:5-11? Foi a humilde disposição de nosso Senhor em deixar o lugar com o Pai e assumir a natureza do homem para cumprir uma causa nobre. Sobre isso, eu gostaria de trazer à atenção o que outro erudito disse sobre Filipenses 2:6: Pode ser útil observar certas precauções que devem ser observadas se o pensamento do apóstolo há de ser verdadeiramente compreendido. (a) Este não é um debate técnico sobre teologia. Paulo não está especulando sobre as grandes questões da natureza de Cristo. As teorias elaboradas que se criaram sobre este trecho e designadas como kenóticas provavelmente surpreenderiam o apóstolo. Paulo está lidando com uma questão de ética prática, a maravilhosa condescendência e abnegação de Cristo, e ele traz à atenção as várias etapas desse processo como fatos da história, tanto apresentados à experiência dos homens como inferidos dela... Muitos problemas desapareceriam se os intérpretes, em vez de fazerem uma minuciosa investigação dos refinamentos da metafísica grega, sob o pressuposto de que eles estão presentes aqui, perguntassem a si mesmos, que outros termos o apóstolo poderia ter usado para expressar suas concepções? The Expositor s Greek Testament [O Testamento Grego do Expositor], editado por W. Robertson Nicoll, MA, LL. D., Volume III, página 435. Não precisamos ser confundidos ou intimidados pelas diferentes conclusões que eruditos bíblicos possam apresentar sobre determinadas palavras ou versículos da Bíblia. Pois, na maior parte, a Bíblia apresenta uma revelação compreensível de Deus e sua vontade. Embora exista um pequeno número de textos que poderíamos chamar de problemáticos, estes são poucos e distantes entre si e podem ser razoavelmente compreendidos à luz da Bíblia como um todo. Podemos nos aproximar da Bíblia com a confiança de que ela nos ensinará claramente o que devemos crer para ser aceitos por Deus e ter uma compreensão viável de sua vontade e propósito para nós. Os textos problemáticos devem ser adequados ao padrão de ensino salutar.

III - A HUMANIDADE DO FILHO DE DEUS
1. "E o Verbo se fez carne" (Jo 1.14a).
O “Logos”. O Evangelho afirma que só há verdadeira vida por intermédio do verbo vivo de DEUS: JESUS CRISTO, a vida eterna que pulsa de DEUS para nós. É vida verdadeira que dá conta de todas as interrogações, questionamentos e dúvidas humanas. Mas o mundo não compreendeu o significado dessa vida, desse verbo e desse sentido último (Jo 1.5). Para descrever esse evento extraordinário o apóstolo João usou um termo bem peculiar em o Novo Testamento, Logos, que quer dizer “verbo” ou “palavra”. O apóstolo escreveu assim o primeiro versículo no seu Evangelho: “No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com DEUS, e o Verbo era DEUS” (Jo 1.1). Esse versículo descreve JESUS como o início de todas as coisas e o significado último da vida: “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens” (Jo 1.3,4). Segundo o Evangelho, só há verdadeira vida por intermédio do verbo vivo de DEUS: JESUS CRISTO, a vida que pulsa de DEUS para nós. Só ele é quem pode doar vida verdadeira. Só Ele quem dá conta de todas as interrogações, questionamentos e dúvidas humanas. Mas o mundo não compreendeu o significado dessa vida, desse verbo e desse sentido último (Jo 1.5). Mas para nós, os que cremos, o “servo” JESUS é Senhor e CRISTO. Sejamos servos disponíveis no serviço, olhando sempre para o autor e consumador da nossa fé. (Texto extraído da revista Ensinador Cristão. Nº 71. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, p.38.)

JESUS é o primeiro filho de DEUS na Terra, em um corpo humano. não deixou de ser DEUS em momento algum. Aqui na Terra foi gerado no útero virgem de Maria, pelo ESPÍRITO SANTO. é a cabeça do corpo, a igreja.
Colossences 1.18 Ele é a Cabeça do corpo formado pelo Seu povo - isto é, sua igreja - começou por Ele; e Ele é O Líder de todos os que se levantam dentre os mortos, de modo que Ele é primeiro em tudo;
Colossences 1.18 E Ele é a cabeça do corpo, da assembleia; o Qual é o princípio e oprimeiro- nascido para- fora- de- entre os mortos, a fim de que esteja Ele, em todas as coisas, tendo o primeiro lugar.
Colossences 1.18 Ele é a cabeça do corpo que é a igreja. Ele é a origem, é o primeiro dos ressuscitados, de modo que tem o primeiro lugar em tudo.
E outra vez, quando introduz no mundo o primogênito, diz:E todos os anjos de Deus o adorem. Hebreus 1:6
Porque, assim o que santifica, como os que são santificados, são todos de um; por cuja causa não se envergonha de lhes chamar irmãos, Hebreus 2:11

“E O VERBO SE FEZ CARNE”
No prólogo do seu evangelho, o apóstolo João descreve algumas características e atributos divinos e encerra afirmando explicitamente que o Verbo se tornou homem: “e o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14). Ele habitou entre nós. O verbo grego usado, aqui, para “habitar” é σκηνόω (skēnoō) “morar em uma tenda”, (BALZ & SCHNEIDER, 2002, vol. II, p. 1431); σκηνή (skēnē) significa “tenda, cabana, tabernáculo”. O apóstolo empregou um verbo que indica morada provisória, diferente daquele que o apóstolo Paulo usou para enfatizar a sua divindade: “porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Cl 2.9). O verbo grego, nesse caso, é κατοικέω (katoikeō), “viver, habitar” e cuja idéia é de morada permanente (BALZ & SCHNEIDER, 2001, vol. I, p. 2269, 2270). Ele andou entre nós, manifestando os atributos da divindade. As características divinas do Verbo feito carne são demonstradas ao longo de sua narrativa.
O termo Logos foi estratégia do ESPÍRITO SANTO ao inspirar o apóstolo João na produção de seus escritos. Esse vocábulo foi um recurso extraordinário, naquela época, para alcançar judeus e gregos, pois era do conhecimento desses povos o conceito de “palavra”, ou seja, dâbâr, em hebraico e logos, em grego. Porém, a discussão é sobre o conceito joanino do Logos, era o dos gregos ou o dos judeus? Ou mais precisamente de Filo de Alexandria? O certo é que há elementos de todas as correntes na cristologia bíblica, e, mais especificamente, no Logos joanino, tendo alguns lampejos nas escolas gregas e em Filo. As traduções hebraicas do Novo Testamento usam dābār, em João 1.1, 14; 1 João 1.1 e Apocalipse 19.13. Convém ressaltar que a idéia grega é impessoal, porém, o Logos de João 1.1 é pessoal e recebeu o nome JESUS ao vir ao mundo. Foi o termo usado para que a mensagem do evangelho fosse perfeitamente compreensível pelas civilizações semítica e grego-romana, “primeiro do judeu e também do grego” (Rm 1.16). A palavra é o principal recurso numa comunicação, por isso DEUS revelou-se a si mesmo por meio de sua Palavra: “DEUS nunca foi visto por alguém. O Filho Unigênito, que no seio do Pai, este o fez conhecer” (Jo 1.18), ou “o DEUS unigênito”, de acordo com alguns manuscritos (ARA).
Reúnem-se em JESUS todas as qualidades divinas que o descreve como o único Salvador da humanidade. Sua história e suas obras não se limitam ao período entre o nascimento e a morte, ele esteve presente desde a eternidade passada, atuou na história do povo de Israel, veio como homem e sua glória foi vista pelos de sua geração, realizou a obra da redenção na cruz do Calvário, retornou ao Céu, de onde dirige a sua igreja, e voltará em glória para estabelecer a paz universal.

2. Características humanas.
AS NATUREZAS DE JESUS CRISTO
O problema real da cristologia se espelha nesta questão: Como se relaciona a divindade de CRISTO com sua humanidade? Como pode aquele que é verdadeiro DEUS ser também verdadeiro homem ao mesmo tempo? Como pôde viver sob condições humanas e aparecer em forma humana? É, sem dúvida alguma grande este mistério: "Aquele que se manifestou em carne, foi justificado em espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, e recebido acima na glória" (1 Tm 3.16).
A Natureza Humana de JESUS CRISTO
JESUS era o Filho do homem, conforme Ele mesmo se proclamou. É nessa condição que Ele se identifica com toda a raça humana.
Para ele convergem todas as linhas da nossa comum humanidade."Ele era o 'Filho do homem' no sentido de ser o único que realiza tudo que está incluído na idéia do homem, na qualidade de segundo Adão, o cabeça e representante da raça - a única verdadeira e perfeita flor que já se desdobrou da raiz e do tronco da humanidade. Tomando para si esse título, Ele testifica contra pólos opostos de erro acerca de sua Pessoa: o pólo ebionita, que seria o resultado final do título 'Filho de Davi'; e o pólo gnóstico, que negava a realidade da natureza humana que levava esse nome" (Teologia Elementar – Imprensa Batista – Pág. 90,91). A humanidade de JESUS CRISTO é demonstrada:
a) Pela sua ascendência humana (Gl 4.4; Mt 1.18; 2.11; 12.47; Jo 2.1; Hb 10.5; Rm 1.3; Act 13.22,23; Lc 1.31-33; Mt 1.1).
b) Por seu crescimento e desenvolvimento naturais (Lc 2.40,46,52).
c) Por sua aparência pessoal (Jo 4.9).
d)Por possuir natureza humana completa, inclusive corpo, alma e espírito (Mt 26.12,38; Lc 23.46).
e) Pelas suas limitações humanas, sem pecado, evidentemente. Deste modo Ele estava sujeito à fadiga corporal, à necessidade de sono, à fome, à sede, ao sofrimento e à dor física. Tinha capacidade para morrer. Tinha limitações intelectuais. Tinha capacidade para crescer em conhecimento, e de adquirir conhecimento mediante observação (Jo 4.6; Mt 8.24; 21.18; Jo 19.28; Lc 22.44; 1 Co 15.3; Lc 2.52; Marc 11.13; 13.32; 1.35; Act 10.38).

A APARÊNCIA FÍSICA DE JESUS
Na profeta de Isaías: “Como pasmaram muitos à vista dele, pois o seu parecer estava tão desfigurado, mais do que o de outro qualquer, e a sua figura mais do que a dos outros filhos dos homens... como raiz duma terra seca; não tinha parecer nem formosura; e, olhando nós para ele, nenhuma beleza víamos, para que o desejássemos” (Is 52.14; 53.2). Devemos ter em mente que essas passagens falam de seu sofrimento quando Ele encontrava-se desfigurado pela dor e sofrimento na cruz. De acordo com Salmos 45.2 — “Tu és mais formoso do que os filhos dos homens...” — e outras informações históricas, JESUS era formoso.
e partes de uma casa, de barcos, etc... Sua aparência mesmo foi escondida dos homens, por DEUS, para não haver idolatria a uma imagem ou escultura. Nos evangelhos, nenhum evangelista o descreveu em sua aparência humana, pois o que importava não era seu porte físico, mas seu porte espiritual.
Ninguém nunca falou como Ele (cf. Jo 7.46). Seu porte era impressionante. Ele tinha senso de humor, e era simpático, e bondoso. Além de seu coração amoroso JESUS era sentimental. Seus hábitos eram os de uma pessoa humilde e simples. Sempre que podia descansava em uma pequena popa duma barca. Parece que somente fazia uma refeição diária ou duas n o máximo devido à sua vida excessiva de trabalho e escassez de tempo. Nunca se atrasava. Sempre chegava na hora certa (Lc 8.45, 54, 55; Jo 11.6, 43,44).
Paulo indicou que JESUS não tinha cabelo comprido quando disse que para o homem ter cabelo comprido era desonroso. A própria natureza não vos ensina que é uma desonra para o homem usar cabelo comprido? 1 Coríntios 11:14
Com certeza JESUS usava barba e não eram arrendondos nas pontas nem seu cabelo e nem sua barba. Levítico 19:27 Não cortareis o cabelo em redondo, nem rapareis a barba pelos lados. Levítico 19:27
JESUS era um judeu normal como qualquer outro em sua aparência.
Para JESUS ser identificado pelos soldados Judas teve que beijá-lo. Lucas 22:48 JESUS perguntou-lhe: Judas, com um beijo trais o Filho do Homem!
Para Zaquel identificar JESUS ELE teve que parar e falar com ele. JESUS ia passar e ele não saberia quem era ele.
Lucas 19:5 Chegando JESUS àquele lugar e levantando os olhos, viu-o e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, porque é preciso que eu fique hoje em tua casa.

3. Necessidade da encarnação do Verbo.
- Para nos salvar era preciso um homem na terra que nunca cometeu nenhum pecado. Isso era para satisfazer a paz do homem com DEUS condenando o pecado.
- Depois era necessário que este homem aceitasse levar sobre ele os nossos pecados e doenças e enfermidades e maldições, enfim, tudo de mal que o pecado trouxe à raça humana. Isso era para satisfazer a justiça de DEUS.
- Depois era necessário que aceitasse morrer nossa merecida morte na cruz, satisfazendo o juízo de DEUS sobre o pecado.
E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo. João 16:8
E busquei dentre eles um homem que estivesse tapando o muro, e estivesse na brecha perante mim por esta terra, para que eu não a destruísse; porém a ninguém achei. Ezequiel 22:30
Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de DEUS; Romanos 3:23
Dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua. Lucas 22:42

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